Volto ao tema...
Sempre que vou lá acima, entenda-se ir a Trás-os-Montes, e me é possível, não deixo de dar um pulo a Chaves. Por variadíssimas razões! Chaves é uma das cidades do interior que gosto, por preservarem muito do que é a sua história e dos seus costumes. As suas varandas medievais e o seu casario! As portas e janelas coloridas! Chaves é uma cidade de encanto no interior norte do nosso país! Não sendo de rituais, sempre que vou a Chaves, não deixo de ir beber um copo de bom tinto e comer uma comidinha de sabor regional, uma linguiça assada e umas fatias de presunto à Adega do Faustino, passe a publicidade, e não deixo de ir beber um copo de água termal, às ditas termas de Chaves, para quem aprecia uma água diferente e a uma temperatura diferente. Para quem tiver coragem pode sempre encher uma garrafinha na fonte pública que sai só a uns 73º graus. Ainda sou do tempo que via a água a correr em vala e os naturais a aproveitarem-na para lavar a loiça e depenar frangos. Ajuda da natureza não se pode desperdiçar...
Atravessando a ponte de construção romana, a Ponte de Trajano, sinto-me como se 2000 anos me observassem. é um recuo no tempo, é meditar sobre a engenharia romana que perdura até aos nossos dias...
Por estes dias deixo-vos com algumas imagens de Chaves. Para quem não conhece...uma sugestão...vá até lá!...
O casario medieval e as suas varandas!
Adega do Faustino, cujas instalações são num antigo lagar de azeite. A foto já foi registada muito para além das horas normais de almoço. A espera é um pouco demorada, porque é tudo confeccionado no momento, mas vale a pena.
A fonte de água termal que brota a 73º. Cuidado com os dedos e com as garrafas de plástico que ficam todas engelhadas...
Um meio-quartilho, quentinho ajuda sempre a digestão! Para quem gosta de beber água quente, está no sítio certo...
Na Ponte de Trajano, onde dois mil anos me contemplam...
A Ponte de Trajano sobre o Tâmega. Chaves.
Na impossibilidade de estar em Arganil por altura da FICABEIRA, Feira do Mont'Alto que decorreu este fim de semana e encerrou na Terça Feira, dia 7, feriado municipal, vale-me a colaboração do meu amigo e conterrâneo Nuno Carvalho que gentilmente teve o cuidado de registar e enviar-me as fotografias que se seguem. É através da objectiva do Nuno que vos deixo estas imagens da Feira e da visita da Sra. Ministra do Ambiente, recebida por políticos e sociedade de Arganil. Ora vejam:
Onde há alguns anos não acontecia nada em Pomares, a Sociedade de Melhoramentos de Pomares, tem vindo a marcar alguns pontos promovendo a nossa terra, trazendo gente até nós.
Porque como Pomarense e sócio da SMP tenho estado sempre diponível para esta agremiação regionalista e para Pomares, não poderia deixar de dar o devido e merecido relevo a esta iniciativa que foi anunciada neste post.
A direcção da SMP enviou-me estas fotos que publico com todo o gosto, para conhecimento do auditório que visita O Rouxinol de Pomares diariamente.
Aqui ficam alguns momentos da excursão Almada-Pomares.
Começando pela foto do autocarro da excursão, será de toda a justiça que vos mostre o rosto dos organizadores: Rui Costa e Cristina Costa.
O baile anunciado...
O pavilhão voltou a fervilhar...
E é claro que vindo gente de fora, terá de haver alguém que lhes aconchegue o estômago, e ainda bem que a SMP está preparada para isso...
D. Isilda, a Presidente da SMP em plena confecção do arroz doce...
Glória Marques, a tesoureira da associação na descasca da batata...
O arroz doce...
Não faltaram as filhoses...
Trabalhos colectivos...
A amesendação...
(As fotos são da autoria da SMP)

Chegam ecos de Pomares...que nos dão conta da festa de Nª Srª de Fátima, que se realiza no primeiro sábado e domingo de Setembro. Sábado à noite a procissão das velas que percorre as ruas principais de Pomares, e no domingo a procissão com mais andores que percorre novamente as mesmas ruas. Podem ver AQUI o que já se "postou" sobre o tema.
Nos anos cinquenta e sessenta e na primeira metade dos anos setenta, era a festa de Pomares por excelência, que, por variadíssimas razões foi perdendo a sua importância como festa principal cá da terra, mantendo-se apenas na sua componente religiosa.

A procissão das velas.




O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva (Pomares-Arganil), animou ontem o Festival das Confrarias Gastronómicas, que decorreu este fim de semana no Mercado da Ribeira em Lisboa, a convite da Confraria do Bucho de Arganil.
O Festival, que contou com mais de quatro dezenas de Confrarias de todo o país, cuja iniciativa se deve à Câmara Municipal de Lisboa, à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Turismo de Lisboa e Escola de Comércio de Lisboa, contou com a prova de muitas iguarias da nossa cozinha regional e foi animado por ranchos folclóricos, danças e cantares, com entrada livre. No r/c do Mercado da Ribeira encontravam-se os expositores das Confrarias presentes e a venda de alguns produtos, e no 1º andar "os comes" que fizeram as delicias dos que provaram as iguarias.
Do momento da actuação do GDCSR e da representação da Confraria do nosso concelho, são as imagens que vos deixo.
A entrada em palco do GDCSR
Aos seus lugares: o espectáculo vai começar...
A genuinidade da dança e dos trajes da nossa Serra do Açor...
A genuinidade da música e das vozes...
A líder do Grupo cantando.
E como é hábito, o público participa sempre na dança do Fado, e os Confrades da nossa terra participaram com gosto. Na foto a Dr.ª Fernanda Maria, Mordomo-Mor da Confraria do Bucho de Arganil.
Imagens da dança e a saída de palco no final.
Dr.ª Fernanda Maria recebendo o Livro dos 10 anos do GDCSR, que lhe foi oferecido pela líder do grupo Dra. Teresa Neves, que por sua vez lhe ofereceu brochuras da Confraria.
Os Confrades a assistir à actuação do GDCSR.
Junto da bancada da Confraria.
No r/c do Mercado da Ribeira.
Idem...
No andar de cima as iguarias e toda a amesendação e a continuação do espectáculo...
O mediático autarca de Poiares, Jaime Soares, sempre presente no certame, à conversa com a Dr.ª Fernanda Maria.
Destaco aqui, por proximidade ao nosso concelho e região a Confraria da Lampreia de Penacova e em cuja bancada se podem ver as nevadas, uma excelente doçaria de Lorvão.
Destaco também a Confraria do Queijo da Serra de Estrela, de Seia, pela proximidade ao nosso concelho e à nossa terra. Belíssimos queijos...
No final da actuação do GDCSR, uma foto de grupo, com a representação da Confraria do Bucho de Arganil.
E o final...
A origem de Murça perde-se no período que antecede a nossa nacionalidade. Sancho II atribuiu-lhe foral a 8 de Maio de 1224. Felizmente tem sabido renovar-se e é conhecida sobretudo pela estátua que ostenta na praça principal: A Porca de Murça.
Para se lá chegar há que percorrer as célebres "Curvas de Murça" que têm servido de rampa para a prática de desporto automóvel. Murça é também palco do Rainforest, competição de todo o terreno radical com participação internacional e que se realiza desde 2003 no principio de Setembro. Murça é terra de bom vinho, bom azeite e de umas queijadas e toucinho do céu de comer e chorar por mais.
A Porca de Murça.
A Porca de Murça (outra perspectiva)!
Uma vila com edifícios singulares!
O empedrado da rua principal, com a marcação rodoviária embutida em pedra branca!
Uma fonte na rua principal!
Murça à noite.
Numa próxima oportunidade mostrarei a fachada da Igreja Matriz que é um edifício lindíssimo. Numa terra com pergaminhos conventuais tem que haver bons doces, e a regra confirma-o!
A caminho de Trás-os-Montes é só fazer um pequeno desvio até ao Mezio, uma freguesia de Castro d'Aire na Serra do Montemuro, e ir almoçar no restaurante da Associação Etnográfica e Social de Montemuro. Aqui, a tradição ainda é o que era no que respeita ao comer típico da zona. A não perder, porque o desvio vale bem a pena!
Não se esqueçam de visitar a exposição etnográfica e produtos da região no salão ao lado do restaurante, onde ainda podem encontrar produtos genuínos.
Mezio
Mezio
Peso da Régua. Rodeado de montes repletos de vinha enfileirada, é uma das mais importantes cidades ribeirinhas, mas o seu esplendor deve-o à época dourada do Vinho do Porto.
Régua
Régua e o Rio Douro
Régua e o Rio Douro, um destino turístico...

Baile em Pomares - Sábado - 22:00 horas - Pavilhão da Sociedade
Promovido por descendentes de pomarenses e amigos, e apadrinhado pela Sociedade de Melhoramentos de Pomares, vai realizar-se um baile pelas 22 horas de sábado, dia 4 de Setembro, no Pavilhão da Sociedade de Melhoramentos de Pomares. Estes descendentes e amigos, residentes na "Margem Sul", organizaram uma excursão à nossa terra, com saída da cidade de Almada no dia 4 pelas 7 horas da manhã. Irão conhecer a nossa região, passando por Vale de Maceira (Senhora das Preces), Fraga da Pena, Piódão, Avô e Pomares onde se irá realizar o respectivo baile abrilhantado pelo cantor e guitarrista Luis Cebola de quem são amigos e que viaja com eles. Regressam a Almada no Domingo, pelas 19:00 horas e o dia será passado na nossa terra.
E assim se promove Pomares e a nossa região. Parabéns aos promotores e à Direcção da Sociedade de Melhoramentos de Pomares por esta iniciativa que aproxima da nossa terra todos os pomarenses e amigos.
Lamento não poder estar presente, mas contem comigo para todas estas iniciativas. Um abraço a todos e BFS!
Andei por aqui! Trás-os-Montes!
Pomares, a Serra do Açor, toda a Beira Serra, estão no meu coração, mas por vezes temos de ser racionais, e Portugal é muito mais do que isso. Portugal é lindo! A diferença de paisagem, a diferença nos costumes, o sotaque, a água, o vinho, o pão...tudo igual e tudo tão diferente...
Foi por pouco tempo o "Voo" que dei por terras transmontanas, e é disso que vos vou falar e mostrar por estes dias. Ah! também estou de férias, agora que lá em Pomares o verão está no final, aproveito para passar uns dias aqui pela capital, a ver o mar!
Então aqui vai...e para começar, estou junto da estátua da Porca, em Murça, terra de bom vinho, de azeite e do melhor Toucinho do Céu! E gente boa!
Percorri estradas em planalto...
...almocei no Mezio, Serra do Montemuro, sítio único, onde o arroz de feijão com salpicão sabe a manjar dos deuses...
...desci à Régua...
...senti o Douro...
...provei os rebuçados da Régua...(comprados pela minha filha que se lembra desde menina desses rebuçados)!
...cheirei e comi o pão de Trás-os-Montes...
...e vi o por do Sol...
(continua...)
Pomares, 31 de Agosto. E está mesmo um dia do 31!
Cheguei do meu voo! Acordei hoje com o som do vento; um vento suão de ar quente! Forte! O Sol teimava em não aparecer. De repente lá estava ele um pouco envergonhado. Fui dar a "voltinha" da praxe. Passei pelo Pontão e já não se vêem os magotes de gente de há uns dias atrás sentados nos bancos. Fui beber uma "bica" ao café cá do burgo e a azáfama já não se notava. Dei um pulo até ao sítio de veraneio, praia fluvial e parque de campismo e os sinais de fim de verão eram evidentes.
Chegada a hora do almoço, chegou também a trovoada e aguaceiros que se transformaram em queda de granizo, que mais pareciam ovos de codorniz. O bater nos tejadilhos do automóveis e nos telhados, até pareciam tamancos com broxas em calçada portuguesa. Foi por pouco tempo, porque senão a vinha e as culturas iriam ficar danificadas. O pior mesmo é que a seguir a um trovão, deixamos de ter energia eléctrica e sem ela a internet foi-se...é um vai e vem de luz, um apaga acende, uma inevitabilidade do interior que potencia a desertificação a par da falta de comunicação móvel.
O Pontão ainda com alguns automóveis, mas vazio de gente.
Uma praia fluvial deserta, porque o tempo anunciava chuva da grossa...
E a chuva e granizo a cair com força arrastando as folhas que já anunciam o Outono...
Um pedaço de granizo que passados alguns minutos de ter caído ainda tinha uma dimensão razoável.
Adeus Verão...e Pomares volta à pacatez...
Ah! As novidades por onde andei a "voar" estarão aqui nos post's a seguir! Até amanhã!

Águia nas margens da Ribeira de Pomares, pousada na vedação da Quinta da Marquesa.

Levantando voo, com a sua bela envergadura e a posição das asas característica da espécie.
Elevou-se, planando com a ajuda de ventos ascendentes até desaparecer nos céus...
Tal como a águia, também vou "levantar voo", pelo que o Blog "O Rouxinol de Pomares" ficará de férias por 2 ou 3 dias. Pouco tempo! Vou até outras paragens e trarei novidades fotográficas.
Voltem sempre!
O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, registou este ano uma actividade sem paralelo. Comemorando os 10 anos da sua existência, lançou o seu segundo CD (ver aqui) e lançou também um livro ilustrado por dezenas de fotografias (algumas das quais da minha autoria), que narra o historial do grupo, para não falar do espectáculo impar que levaram a efeito na festa da aldeia, que já mereceu primeira página do Jornal de Arganil, na sua edição de hoje, com o título sugestivo de "Ultima Invasão Árabe".
O Livro, cuja edição é da responsabilidade do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, texto de Manuel Fontinha e Nelson Fontinha e fotografias de Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, Rouxinol de Pomares, Olivia da Silva e José Figueira. A capa e o grafismo é da responsabilidade de José Figueira e Nelson Fontinha.
Aconselho a sua leitura e guardem-no!
Um dos autores, Manuel Fontinha autografando o meu exemplar.
O outro autor, Nelson Fontinha, deixando também o seu autógrafo.
O responsável do grafismo e autor de algumas fotografias, José Figueira, deixando também o seu autógrafo.
A página autografada.
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