Segunda-feira, 27 de Junho de 2016

Passeio com Stória na Ribeira do Jardo em Agualva-Cacém

 

A iniciativa pertenceu à Associação RJ ANIMA, e o convite chegou-me pelas redes sociais. O apelo de conhecer mais um pouco da História do território em que residimos pareceu-me mais que suficiente para que pegasse na minha máquina fotográfica, deixasse o aconchego do lar e o "far niente" de um domingo à tarde, e partisse ao encontro de quem se predispunha a partilhar os seus conhecimentos. Sob o título "Agoa Alva, Aqua Alva" Caminhada com Stória, lá fui ao convite. Não me arrependi!
Posto isto a servir de introdução, passemos então à acção, que é como quem diz á descrição, embora sumária, deste passeio que tinha uma duração prevista de 60 minutos e se prolongou por outros tantos.

Uma das coisas em que acredito é que nós só nos podemos identificar com as coisas se as conhecermos. É assim com as pessoas, é assim com os lugares também. A História permite-nos compreender o presente e perceber o que queremos para o futuro de um território no qual habitamos, e para quem vem de fora, a importância é enorme pelo laço que se cria na integração e na identificação dos seus habitantes.

A lição de História esteve a cargo de Rui Oliveira, professor, antropólogo e investigador histórico. Agradeço-lhe pessoalmente a disponibilidade em partilhar connosco o seu saber. Gostei especialmente daquele ar de "Indiana Jones", que deixava transparecer uma boa cultura e um saber extraordinário de todo os espaço envolvente. Gosto de gente que fala com paixão e vive a sua actividade. É o caso! É extraordinário o conhecimento centímetro a centímetro do espaço, onde a História recuou aos tempos Fenícios, ao tempo do Império Romano, o apontar para o Alto de Colaride e ficarmos a saber que ali está uma pedreira do tempo do Império Romano tal qual a deixaram. É fascinante estarmos a pisar o mesmo solo onde outrora passaram as vias romanas. É extraordinário saber que ali, debaixo dos nossos pés, passou El Rey D. Manuel e a sua Corte a caminho de Sintra. Tudo isto à beira da Ribeira do Jardo, (ficámos a saber que esta é a designação correcta, embora seja conhecida por Ribeira das Jardas), que tem 19 quilómetros, nasce na Serra da Carregueira e é um dos afluentes do Tejo, e que em tempos dividiu os termos de Lisboa e de Sintra. É extraordinário saber que pisamos terras de D. Domingos Jardo, Bispo de Lisboa, chanceler de D. Dinis, e responsável pela criação da Universidade em Portugal com a criação do Convento de Sto Elói.   

A concentração deu-se junto às instalações da antiga Fábrica Melka e daí progredimos Ribeira acima...

Não éramos muitos...o que facilitou a comunicação...e quem não veio, não soube o que perdeu!!!

Lições de História, in loco e gratuitas não é para perder...
Estamos na margem direita, hoje Freguesia de Cacém - S. Marcos, e em tempos termos de Sintra, e logo ali na outra margem, a esquerda, hoje a Freguesia de Agualva-Mira Sintra, e em tempos os termos de Lisboa.

Continuámos a percorrer as margens da Ribeira do Jardo, e Rui Oliveira foi-nos enquadrando na importância deste curso de água ao longos dos séculos. Extraordinário!

Rui Oliveira foi dando indicações e chamando a atenção para aspectos curiosos...

...incluindo a fauna...na foto uma galinha d' água, ali, a poucos metros de vias com transito intenso e edifícios de muitos andares, para além de muitos patos reais que ali residem...

Parámos debaixo do enorme plátano, a arvore sobrevivente ao Polis que alterou radicalmente toda esta zona...e mais uma lição de História, desde os tempos remotos até...

...a tempos recentes, onde ainda se podem ver os restos de asfalto da Rua Elias Garcia, como era...e as pedras da ponte soterrada...

Parámos novamente um pouco mais à frente, e a História corria ao sabor da conversa. D. Domingos Jardo, (jardo significa louro e tês clara)...porque se falava da Ribeira das Jardas, ou melhor da Ribeira do Jardo.

 Quando a História vem ter connosco é muito mais interessante...

 E a jornada estava prestes a chegar ao fim...

Duas futuras arquitectas tiravam freneticamente apontamentos...

Rui Oliveira, muito bem documentado, que fala com paixão e se nota a experiência de ensinar... 

E o que eu aprendi...
Passei por aqui centenas de vezes, ou mais, e nunca me passaria pela cabeça que estes edifícios em meia-ruína encerravam tanta história. Repare-se na pedra do lado direito, que tem um "barco"; significa simplesmente que estas casas estavam identificadas para pagar impostos a Lisboa, o tal imposto que hoje poderá ter paralelo com o "nosso" IMI...

Mas já o passeio se tinha findado, e o Historiador acompanhou as jovens arquitectas que para trabalhos de estudo lhe colocaram algumas questões. Não se fez rogado e fomos ver onde se situava uma antiga pedreira, e de seguida fomos ver a única ponte medieval que resta em Agualva.

O vale do Penelo por onde corre a Ribeira do Grajal e a ponte medieval.

Caro Rui Oliveira foi um prazer acompanhá-lo. Parabéns à Associação RJ ANIMA. Agualva só tem a ganhar e nós também.
Obrigados!

 

 

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Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

Agualva-Cacém "Limpeza da Ribeira das Jardas"

Limpeza da Ribeira das Jardas (001)

Mais uma vez O Rouxinol de Pomares sai do território em que está focado, para falar da sua cidade e da freguesia de Agualva e Mira Sintra, onde reside uma parte significativa do ano; e hoje vem falar-vos de uma iniciativa da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, daquilo que viu e registou em fotografia.
Começo por esta fotografia de grupo, que envolveu trabalhadores da autarquia, voluntários, gente anónima, alunos das escolas da freguesia, e o seu Presidente de Junta de Freguesia.   

Limpeza da Ribeira das Jardas (002)

 A iniciativa amplamente divulgada nas redes sociais e nos diversos locais públicos.

Limpeza da Ribeira das Jardas (003)

Vi o Presidente da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, Arqº Carlos Casimiro, envolvido directamente nos trabalhos.

Limpeza da Ribeira das Jardas (004)

O Presidente da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra é um jovem autarca que está próximo das pessoas, e tem vindo a envolvê-las com a sua cidade. As várias iniciativas que tem vindo a concretizar, as feiras saloias, a limpeza da Ribeira das Jardas e o Parque Linear, e outras,  são disso exemplo. É um Presidente próximo, interventivo e interessado, e isso faz a diferença para melhor, porque a nossa cidade merece.

Limpeza da Ribeira das Jardas (005)

Vi gente bem disposta que plantou centenas de alfazemas para perfumar esta Parque Linear, que convida a uma passeata ao fim de tarde!
Mas mais do que as palavras, falam as fotos...

Limpeza da Ribeira das Jardas (006)

Limpeza da Ribeira das Jardas (007)

Limpeza da Ribeira das Jardas (008)

Limpeza da Ribeira das Jardas (009)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0010)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0011)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0012)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0013)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0014)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0015)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0016)

 

Limpeza da Ribeira das Jardas (0017)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0018)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0019)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0020)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0021)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0022)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0023)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0024)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0025)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0026)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0027)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0028)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0029)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0030)

Limpeza da Ribeira das Jardas (0031)

 

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Fotografia Urbana (1)

 

A Ribeira das Jardas e o Parque Linear no centro de Agualva-Cacém

 

 

Para passear, para descansar e para fazer exercício físico (manutenção).

 

 

Este gigantesco plátano já estava ali antes das obras,  junto à rua e ao lado do Café Central...difícil de imaginar para quem não conheceu esta zona anteriormente!

 

 

A Ribeira das Jardas está cheia de vida...patos, pombos, paradais,melros e outras aves...

 

 

Os patos andam à vontade...

 

 

Sem medo das pessoas...que não lhes fazem mal...

 

 

 

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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Fotografia Urbana

 

Não vou adjectivar esta fotografia nem as seguintes, poderia dar-lhe o nome de "urbanidades" como já as tenho identificado, mas entendi que este título do post quer tão só dizer aquilo que é: Fotografia Urbana. Agualva-Cacém.

Esta foto, obtida há alguns minutos, mostra o parque linear da Ribeira das Jardas. Amanhã publicarei outras.

Afinal tenho residido por aqui há mais de 30 anos e pouco tenho mostrado desta minha segunda terra. E para quem pensa ou possa pensar que isto é só uma selva de betão...não é bem assim, e não se pode dizer que se vive sem qualidade de vida. Neste parque é ver dezenas, centenas até, de pessoas, sentadas a conversar, nas explanadas, a fazer o seu jogging, ou simplesmente a passear...

Esta foi talvez a maior intervenção do plano Polis. Quem viu isto e quem vê agora!

 

 

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Domingo, 18 de Abril de 2010

Ribeira das Jardas em Agualva-Cacém ( Sintra )

 

A Ribeira das Jardas é um curso de água da freguesia de Agualva, concelho de Sintra, Portugal. A Ribeira das Jardas é única numa zona densamente povoada! Este curso de água, demarcava desde o século XII os limites administrativos e paroquiais na região, pertencendo Agualva e outros lugares da margem esquerda da ribeira aos termos de Lisboa. Depois de estar encanada durante muitos anos, actualmente a ribeira atravessa novamente despoluída e a céu aberto a cidade de Agualva-Cacém desenvolvendo-se nas suas margens o Parque Linear da Ribeira das Jardas.

 

 

A chuva que tem caído turvou a água, mas nem por isso os patos e os pombos que fervilham nas suas margens deixam de estar à espera de um pedaço de pão que os moradores lhes vão atirando.

 

 

É Ribeira das Jardas em Agualva-Cacém, mas toma outros nomes no seu percurso. Nasce Ribeira de Vale de Lobos e desagua aqui no Tejo como Ribeira dos Ossos.

Para nós é a Ribeira das Jardas a Ribeira de Agualva ou Aqua Alva, que significa agua pura. Talvez um dia volte a ser...já a vi bem pior!...afinal, moro aqui há trinta anos...já é muito tempo...

 

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 23:54
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