Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Ruralidades VI

 

Não era este o tema que estaria pré agendado para hoje, mas há dias em que por mais que tentemos as letras teimam em não fazer sentido, em não constituírem frases com jeito. Hoje é um desses dias. É evidente que um escritor ou jornalista, transformaria uma ideia mal alinhavada e mal escrita num "post" que mereceria o aplauso de muitos, com dezenas de comentários. Eu não...fico por aqui, porque só me saem estas pequenas frases:

As acessibilidades

As condições de vida

O envelhecimento

A desertificação humana

O abandono

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 00:57
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14 comentários:
De A. Madeira a 17 de Fevereiro de 2009
Esta fotografia mostra uma realidade de todo o nosso Portugal. O interior cada vez mais mais velho e em ruínas, as escolas fechadas, as ruas desertas sem vida, a assistência médica cada vez mais longe, bem como outros serviços públicos. Nos dias de hoje, percorremos as nossas aldeias e, o que encontramos?
Deserto, silêncio, casas fechadas e, outras que vão abrindo, alguns dias no ano.
Nesta minha querida aldeia, há uma rua, que eu recordo ter mais de 40 moradores. Hoje, não tem um único. Apenas no Verão, alguns teimosamente regressam por alguns dias, mas já são pucos que o fazem.
Um abraço para todos os resistentes!
A. Madeira
De Toino da Machôa a 17 de Fevereiro de 2009
Boa noite sr. rouxinol e boa noite a todos os pomarenses. Pois é sr, rouxinol, como vossemecê diz e com toda a razão, são as condições de vida que levam á desertificação humana e ao abandono e também como diz este amigo, alguns teimosos ainda vão regressando e vindo no verão, mas até quando?
Eu aqui na Machôa também já sou dos últimos. São os sinais dos tempos, que não estão fáceis.
Daqui da Machôa, boa noite a todos e a minha Felismina envia beijinhos para todos os comentadores.
Toino da Machôa
De O Serrano a 17 de Fevereiro de 2009
Infelizmente esta é uma realidade que todos nós desejariamos não ver. A desertificação continua. Ficam as perguntas:
O que foi feito estes anos todos para contrariar a tendência?
O que pode ser feito?
A respeito de comentários, já há muito tempo que não vejo os comentaristas com a frequência que era habitual, almad'açor; katrapumba; Fio de Prumo; Achadiço; Carqueja Pomarense; Salta Poçinhas; janita; Açor Vigilante; O Koizo; O Indeviso; etc. Desculpem-me aqueles que já não me lembra. Por onde têm andado que não comentam? O amigo Rouxinol de Pomares pelo esforço diário que tem em manter este espaço merece umas linhas de incentivo, mesmo por aqueles que discordam. Vamos lá a comentar se faz favor.
De janita a 18 de Fevereiro de 2009
Bom dia Sr. Serrano, tem toda a razão , a desertificação é um grande problema de que ninguém fala em resolver mas infelizmente não vejo qual seria o remédio para melhorar isto. Os antigos cultivavam as terras, criavam os animais, e até construíam as suas casas com suas próprias mãos , hoje a nova geração prefere semear nas discotecas, colher nos hipermercados , criar um cão ou um gato, e viver num apartamento da cidade, é triste mas é a escolha que eles fizeram e temos que os respeitar por isso... mas quem sabe... talvez um dia...
De ACHADIÇO a 18 de Fevereiro de 2009
Boa noite Sr. Serrano.

Isto por este lado tem andado muito mal . Por aquilo que tenho visto e ouvido , a minha figadeira tem-se sentido muito mal, mas digo-lhe que a dita tem sido à prova de bomba , imagine como me tenho sentido .

Há dois rapazitos , que também contribuíram para a desertificação , em tempos abalaram das suas aldeias , mas agora é vê-los nas bocas do mundo . Um meteu-se num banco e tem sido o cabo dos trabalhos para tentar limpar a imagem , o outro , meteu-se com o tio, mais o filho do tio e a coisa também está preta , muito preta .

È caso para dizer , mais valia estarem quietos e sossegadinhos na aldeia a ajudar os velhotes nas cabritas e no amanho da terra , porque isto tem que se ter estrutura .

Olhe , por aqui me fico , lá vai mais uma colher de óleo de fígado de bacalhau , do puro , do antigo , antes de ter desertificado .

Portem-se bem, pelo menos tentem , porque nem em Espanha nos safamos .
De O INDEVISO a 17 de Fevereiro de 2009

Esta foto é bela mas,no fundo dá que pensar.Com que sacrifício tudo aquilo foi feito ?O meu comentário apenas dá aso á exclamação.É o que nos espera!...
O carinho que envolve este feito,resulta de todos os adjectivos constantes no fim da sua introdução.Tudo fica e nada se leva|...Não sei qual o lugar mas o abandono é total e pôe-nos a chorar por dentro mostrando o riso amarelo por fora.Será que ninguém olha por isto? Olhe Rouxinol,vá-nos mostrando o que existe neste Portugal profundo, pondo em contraste o que os políticos andam a fazer.Claro que me refiro aos autarcas locais.
Um abraço deste seu amigo
De O INDEVISO a 17 de Fevereiro de 2009

Senhor Serrano,é lógica a introdução do seu comentário.Há muito a fazer é certo, o que falta é vontade dos responsáveis.
Quanto à falta de eu comentar,apenas se deve à minha sensibilidade sobre os assuntos.Este toca o mais profundo do meu ego.Quanto ao apoio ao Rouxinol estou de acordo.Da minha parte conte comigo,pois ele é incondicional.
Um abraço.
De Fio de Prumo a 17 de Fevereiro de 2009
É uma imagem sugestiva e singular da realidade que se vive no interior do país, a desertificação.
Sr. Serrano tem razão, nós nem sempre perdemos um pedacinho de tempo a fazer um comentário que pode fazer a diferença e supostamente o autor do blog agradece. Por mim faço mea culpa e prometo que virei mais vezes.
Cumprimentos para todos os comentadores.
De Açor Vigilante a 18 de Fevereiro de 2009
Bem, eu acho que, a única coisa que vai fazer com que as pessoas voltem as terras e neste caso a Pomares é quase remoto, uma vez que como já disse uma vez na nossa zona não há emprego para que as pessoas se por cá se mantenham.
Antigamente quando estas casas foram feitas a vida não tinha nada a ver com os dias de hoje.
Hoje, quem não ganha dinheiro não consegue fazer uma casa e antigamente o trabalho era feito maioritariamente por troca de dias e assim as coisas apareciam feitas. Hoje como não há trabalho cada vez mais as pessoas têm necessidade de emigrar.
Penso que a única coisa que pode fazer com que muitos voltem é a crise, porque também se para onde emigraram não arranjarem trabalho, se calhar cá por as nossas terras pelo menos fome não passam porque têm sempre terra para cultivar umas batatas e uns feijões.
Quanto a arranjar trabalho para os Pomarenses se manterem por cá, acho isso quase impossível porque se nos grandes centros as coisas cada vez têm menos saída quem é vai investir em Pomares? Isso era quase deitar dinheiro fora...
De antonio assunçao a 18 de Fevereiro de 2009
Ésta calamidade teve inicio nos anos 60 com a saída involuntária de tantos jovens para a guerra em África muitos desses valentes rapazes foram abrir os olhos porque assim foram obrigados conheceram outras culturas outras gentes e ao regressarem aqueles que vieram que muitos por lá ficaram já não regressaram ao sitio de onde tinham saído arranjaram empregos nas grandes cidades casaram vieram com eles aquelas raparigas que ajudavam os pais a cultivar os campos e o resultado está á vista nem na época Marcelista se conseguiu alternativa e com o 25 de Abril a situação mais se agravou ao longo destes 35 anos não tivemos governos com vontade para resolver a situação antes pelo contrario para não ir mais longe vejamos o caso da saúde o ensino a justiça e fico por aqui um abraço a todos.

António Assunção

VOZ DO GOULINHO
De almad'açor a 18 de Fevereiro de 2009
Meu caro Rouxinol,
Ora aquí está um tema que muito nos dá que pensar e muita tnta ainda fará correr...Actual, muito actual... e que me faz pensar que infelizmente é o país que temos mas que nem todos merecemos!!!
As sugestões do povo nem sempre, ou muito raramente, são aceites pelos seus governantes, mas eles é que sabem pois são aqueles que vivem a realidade do espaço onde ainda teimam em habitar... se as condições não existem e não há interesse em cria-las a desertificação vira uma realidade! São cada vez mais os casos de pessoas que decidem deixar as grandes cidades para se fixarem no interior do país! falam de qualidade de vida... mas, e depois? Quando chegam ao seu destino, o que é que encontram? Obstáculos e mais Obstáculos... medicos não há... trabalho também não... quer através da comunicação social quer através dos NOSSOS QUERIDOS GOVERNANTES ouvem-se as palavras APOIO e INCENTIVOS mas a realidade é outra... e bem dura!!! E preferivel ter de devolver o dinheiro de certos programas ou muitas vezes aplicá-lo mal só para o gastar do que utiliza-lo em prol da população... tentem apresentar um projecto VÁLIDO às autarquias, aos centros de apoio à criação de empresas, ao IE e depois vão ver como é que é... mas é melhor esperarem sentados!!!
Agora também devo dizer que já vão surgindo alguns, poucos mas sempre é melhor que nada, casos de autarcas que apostam em criar programas de incentivo à matalidade e a fixação das suas populações. É pouco, é muito pouco mas o exemplo e a iniciativa poderão a longo prazo dar os seus frutos!!! Esperemos que sim!!! Já agora: esta região é conhecida pela sua hospitalidade! Será mesmo verdade? E será esta a realidade que encontra, não quem nos visita (por 2 ou 3 dias/semanas), mas quem vem com a ideia de, talvez, poder ficar?
Pensem nisso... pois é tempo de mudar!!!
De Katrapumba a 18 de Fevereiro de 2009
É um tema preocupante este da desertificação do interior e nomeadamente da nossa região. Não tenho vindo aqui últimamente por razões profissionais e por isso não me tem sido possivel comentar mas se houver necessidade cá estrei presente. Para o amigo rouxinol vai um abraço do grandes e que continue sempre. Viva Pomares.

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