Não há só um rouxinol em Pomares, há vários, e em tempos houve "Os Rouxinois" que deram origem à Banda.
Pelo menos duas vezes por dia é facil observar o voo de uma garça ao longo do percurso da Ribeira de Pomares, mas já é mais difícil observa-la pousada.
Aqui fica a garça perto das águas de uma cheia da Ribeira que invadem a Quinta da Marqueza, provavelmente na esperança de alimento, arrastado pelas águas.
Por vezes canso-me de andar cá por baixo e dou comigo subindo à montanha.
O horizonte alarga-se, contempla-se a natureza, escutam-se os sons e veêm-se as sombras, descendo. Cansa-se o corpo e descansa-se o espírito.
Do cimo da montanha podemos observar esta mancha verde que ainda não sucumbiu aos incêndios florestais, esse terrível flagelo.Trata-se de uma área considerável de pinheiro bravo. Um grande pulmão. Uma Freguesia de Pomares que ser quer verde, num concelho verde que é Arganil.
Pelo menos nos últimos anos, uma das raras vezes em que o coreto foi utilizado, foi em 2005, data desta fotografia.
O coreto foi construído no Largo da Sociedade de Melhoramentos de Pomares, ainda não há muitos anos e a sua utilização está directamente proporcional ao seu tamanho. Tudo é reduzido...
Atente-se no quadro da fotografia e só com boa vontade, os tocadores e cantadeiras do Rancho de Avô, cabem no coreto!
Hoje, assistindo-se à transferência para outro local de todos os eventos festivos, fica aqui esta obra de utilização esporádica e de gosto duvidoso a constituir um estorvo!
Até quando?
Qual fantasma, em dia chuvoso, o Piódão ergue-se pela encosta, em becos estreitos de casario alinhado, com as suas pequenas janelas debroadas de cor azul.
Piódão, um postal vivo de xisto.
(foto obtida em 29 de Agosto de 2007, um dia com chuva e nevoeiro)
Quando escuto o vento, quando subo ao cimo das serras, buscando a terra, a essência da sua história e a minha origem, os meus genes emocionam-se...
Lá no alto o Colcorinho, a Gramaça e o Porto Silvado. A beleza da Serra do Açor, o reino do xisto.
Separam estas imagens mais de meio século.
Mas nem só a distância em tempo as separa! Separam-nas formas de estar, comportamentos, mentalidades, saberes, informação, emancipação...uma grande "distância" as separa...
Repare-se na primeira foto, tamanho reduzido, 6x6 no original, a preto e branco e sem grande definição, mas dá para observar o cinzentismo de então e dá também para observar que pegar em andores era atributo exclusivo do sexo masculino.
Ao longo deste tempo a nossa sociedade modificou-se para melhor e de tal forma que por vezes só com a ajuda de algumas imagens de época é que nos faz reflectir um pouco.
As mulheres, sem dúvida conquistaram o seu lugar na sociedade que lhes era de direito e que até aí lhes tinha sido sonegado.
O contraste entre as duas imagens fala por si
Não, não é a Primavera ainda!
Hoje, O Rouxinol de Pomares está com alguns problemas com a ligação à net, mas não querendo deixar de "postar" uma imagem de Pomares, aqui fica uma paisagem da Ribeira, com os campos das margens arados para cultivo e floridos como se estivessem vestidos para uma festa das abelhas.
À esquerda as Casas Cimeiras, ao longe o Torrão e do lado direito algumas casas do bairro do Chão.
Há culturas em que o arco-iris é visto como uma ponte ou caminho que conduz o homem da Terra ao Céu.
Aqui vos deixo uma rara fotografia de um arco-iris em Pomares, que parece que está bebendo água na Ribeira e a depositá-la no cimo da Serra.
Postal de Pomares do início anos 60
Postal de Pomares do ínicio dos anos 70.
Pomares em Setembro de 2005
Pomares nos dias de hoje, Novembro 2007.
O repuxo de Pomares na Praça do Município de Arganil.
Arganil, até pode ter ficado mais agradável. Mas que proveito teve a Freguesia de Pomares e as suas gentes?
Por acaso os naturais da Freguesia de Pomares, estão mais felizes e melhoraram a qualidade de vida com o repuxo?
Cá para nós não é necessário ter repuxos em Pomares, por enquanto bastava só empedrar uma parte do Largo da Sociedade de Melhoramentos de Pomares e até nem era necessário ser em calçada à portuguesa. Alcatroar uns bocaditos de ruas, para melhorar os acessos aos munícipes da Freguesia de Pomares, também não era mal pensado e aí provavelmente ficavam mais felizes e melhoravam a qualidade de vida.
Barrigueiro, pequena povoação da freguesia de Pomares de que dista menos de 2 km.
Tem uma água excelente, e que se pode disfrutar logo no largo de entrada da povoação, na fonte aí existente. Mas, percorrendo a pé, porque só assim é possível, uns poucos de metros, pode beber-se directamente da mina, devidamente protegida, para preservar a qualidade da água.
Falando do Barrigueiro e não falar dessa figura ímpar que é o Horácio, seria uma falta imperdoável. Figura castiça, do Barrigueiro e da Freguesia. Por vezes e ao observar os seus tiques, interrogo-me se eventualmente e nalguns sítios da nossa Freguesia alguma vez chegou a segurança social.
Ainda existe um longo caminho para percorrer, na igualdade de direitos e oportunidades.
Um dia lá chegaremos, nem que seja mais perto...
Eis o Horácio.
Nada temos contra as manifestações de fé, ou contra a arte sacra.
Assistimos à execução da "obra" e esperavamos dar até os parabéns, mas por mais boa vontade que tenhamos é difícil perceber como é que pode haver tamanha falta de gosto numa coisa tão simples.
Vejamos:
Contraste desnecessário entre as pedras de xisto e a cantaria em granito.
Se o objectivo era a colocação de painel de azulejo, não ficaria melhor apenas um caixilho em pedra em vez de um nicho?
Para um nicho não costuma corresponder uma peça em relevo?
E o painel de azulejo não ficaria melhor se estivesse centrado?
Na ânsia de mostrar trabalho feito para arremesso em futuras eleições, a Junta de Freguesia de Pomares vai assim mostrando do que apenas é capaz.
Valha-nos Deus!...
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