Esta é a entrada de Pomares, objecto de sucessivas transformações, e onde hoje se situa este memorial aos mortos na Guerra do Ultramar.
Nos anos 50 era o Miradouro de Pomares, cujo local ainda hoje é conhecido como tal e era local onde os miúdos vinham brincar, as mamãs passear os bébés e posar para a fotografia.
Hoje já não há mesas, porque as mudaram de lugar e também já não há meninos a brincar, mas o velho plátano vai assistindo à vontade dos homens...
Assistindo ao prolongamento e alargamento do local, não deixam de nos apoquentar duas questões:
Sabendo que se iria alargar o local porque não foi colocado o memorial nesse novo espaço e mantendo o miradouro como estava?
Ou melhor, sabendo que se iria alargar o espaço, porque não deslocar ambos para esse novo espaço, possibilitando no futuro o alargamento da via que é estreita e em curva de fraca visibilidade?
É obvio que tudo tem solução, os impostos têm dado para tudo e as autarquias têm sido um exemplo nacional, no rigor, na gestão e contenção de despesas!!! Planificar, projectar e futuro, não constam de alguns dicionários...infelizmente!
Hoje vou escrever na primeira pessoa do singular.
Nos meus horizontes, nunca esteve nem nunca estará comentar a rubrica "Notícias de Pomares", que regularmente vem publicada no Jornal de Arganil, até porque tenho dela uma ideia muito particular, e, quer pela forma quer pelo conteúdo, julgo pertencerem a outro campeonato informativo. Não tenho apetências de momento para confrontos, nem tão pouco me interessa esgrimir aqui ideias. Não foi para esse fim que O Rouxinol de Pomares foi criado. Contudo, não enjeitarei a crítica, de forma idónea e construtiva, seja a quem for porque não existem intocáveis, nem históricos, nem tabus.
Vejamos:
Na dita rubrica e no Jornal de Arganil, do dia 7 de Fevereiro (nº 4.131), pode ler-se, logo de entrada sob o título Carnaval, o seguinte: O Carnaval pelos nossos lados, está quase morto- doença que há anos se arrasta! Os mascarados vão perdendo a pouco e pouco o seu disfarce, e assim vão deixando cair a máscara que no dia a dia lhe vai escondendo a cara!...
Esta prosa é tão só contrária da realidade, como ofensiva para os pomarenses.
Os pomarenses são pessoas trabalhadoras e honestas e não andam mascarados para terem de deixar cair a máscara. É uma frase perfeitamente descabida, sinistra, desnecessária e ofensiva.
Quanto ao Carnaval em Pomares, houve o que foi possível e houve entrudo, é ver as fotos publicadas pelo Rouxinol de Pomares, e nas páginas do "hi5" da juventude pomarense é possível verem-se mais fotografias do carnaval. Eu gosto mais de lhe chamar entrudo.
É também frequente ler, nesses artigos "Noticias de Pomares", quer na abertura quer no fecho, e até nalguns comentários, frases completamente desfasadas de contexto e que nada têm a ver com Pomares.
Não tenho dúvidas que é outro campeonato no qual O Rouxinol de Pomares não joga nem se pretende candidatar a jogador.
Já perceberam porque é que eu não comento!
Perguntam vocês! E comentas agora porquê? Pelo segunte:
Na edição do Jornal de Arganil, do passado dia 21, e na rubrica "Noticias de Pomares" sobre a Sociedade de Melhoramentos de Pomares, que passo a citar:
"Aprovados que foram os documentos referidos, entrou-se no segundo ponto da ordem de trabalhos - outros assuntos - sendo de realçar a proposta da Direcção no sentido de serem dadas a duas ruas de Pomares os nomes de: Dr. Vasco de Campos, que prestou serviços clínicos gratuitos aos sócios da Sociedade de Melhoramentos desde 1957, uma vez por semana, e que se deslocava de Avô ao posto Médico em Pomares, a funcionar na Sub-sede da colectividade; e a António dos Santos Dinis que ao longo dos anos, com esforço e dedicação tem dado notícias no «Jornal de Arganil». A decisão será tomada escolhendo a melhor oportunidade em conjunto com a Junta de Freguesia e prestando assim homenagem a pessoas a quem Pomares muito deve. Depois de ouvidas opiniôes de alguns presentes foi a proposta aprovada também por unanimidade e aclamação, findo que foi encerrada a Assembleia que podemos considerar como um marco importante da vida da Sociedade de Melhoramentos que renasceu das cinzas e está pujante e a fazer-nos crer que estes corpos gerentes vão continuar a engrandecer e a prestigiar a pioneira do movimento que tanto tem feito pelas aldeias de toda a região."
É sobejamente conhecida a minha opinião sobre a condução da Sociedade de Melhoramentos de Pomares, mas sinceramente que fiquei ainda mais espantado quando li que a decisão de atribuir nomes de ruas é da responsabilidade da Comissão de Melhoramentos!!! "A decisão será tomada escolhendo a melhor oportunidade em conjunto com a Junta de Freguesia..."
Espantoso!
Compete ao poder autárquico estabelecer a denominação das ruas ou praças e estabelecer as regras de numeração dos edifícios. A Sociedade no máximo poderá propor a atribuição de nomes a ruas. Aos orgãos autárquicos democraticamente eleitos e com competencia para tal, compete decidir. Ou em Pomares os papeis inverteram-se e às leis da Républica faz-se tábua raza?
É aflitivo ler, assistir e ver que há pessoas que nem sequer têm a noção e muito menos o bom senso das suas competências. Alguém que lhes explique o conteúdo da Lei 169/99, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos orgãos dos municípios e das freguesias.
É que está a haver uma promiscuidade entre o poder local e uma Sociedade de Melhoramentos de que Pomares não sairá beneficiário e o povo aperceber-se-á inevitavelmente.
Embora se possa discutir se os nomes propostos devem ou não figurar na toponímia de Pomares, e da sua oportunidade, penso que antes se devia proceder a um trabalho toponímico e de numeração de polícia. Todo o resto é puro e simples folclore, faltando o essencial.
Essa da Sociedade ter renascido das cinzas e estar pujante...faz-me alguma confusão, e o que é certo é que ainda ninguém foi capaz de me explicar.
A Sociedade morreu? Quando? Estava morta, há quanto tempo? Quem a matou? Ou quem a deixou morrer?
...pujante? Ó valha-me Deus! Para um organismo estar pujante necessita de sangue novo e a Sociedade de Melhoramentos não prima própriamente por juventude.
Alguma discrição, mais senso e tolerância, talvez fosse mais útil à Sociedade de Melhoramentos, e aí sim, Pomares só teria a ganhar.
A oliveira, sendo uma árvore característica do clima mediterrânico, é uma árvore resistente aos mais variados fenómenos da natureza, e cedo o Homem percebeu que era uma árvore muito rústica da qual podia tirar valiosos proveitos.
Dado o seu valor económico, é uma árvore que se encontra espalhada por todo o território nacional, por tolerar todos os tipos de solos, desde muito pobres a solos de aluvião, suportando mal os solos pouco drenados ou muito calcários.
Em Portugal, o azeite figurava já como troca comercial em 1266 no foral de Silves e como sendo importante para uso doméstico no foral de Vila Viçosa.
O ramo de oliveira é utilizado como simbolo cristão, por a Biblia referir que a pomba enviada por Noé trouxe um ramo de oliveira como anunciador da misericordia divina.
Esta árvore vergada pelos anos, é uma árvore quase imortal, dada a sua longevidade que pode atingir mais de 2000 anos, tal a sua capacidade de se autorregenerar. Para além disso, hoje podemos até dizer que é uma árvore que está na moda e ornamenta praças, jardins e rotundas do nosso país. Veja-se Mirandela e Oeiras, que neste ultimo Município é onde há o maior indice de qualidade de vida do país.
A camélia, conhecida no norte de Portugal também por japoneira, por ser uma planta originária do oriente, pode ver-se espalhada por todo o Portugal, mas mais raramente no sul.
É uma planta que pertence à mesma família das plantas do chá e as suas flores normalmente vermelhas anunciam a primavera.
Curiosamente este exemplar. está rodeado de pinheiros e eucaliptos e prima pela diferença de estar florido num ambiente agreste esperando pela primavera
A foto de cima mostra-nos "O Boneco", como é conhecido na gíria, mas trata-se de um monumento em memória das vítimas, de um acidente que ocorreu na escola da altura, em Pomares. Esta foto retrata o local em 1976.
O local do monumento como também é conhecido, já por várias vezes sofreu requalificações, como hoje também é usual dizer-se.
Nada temos contra as ditas requalificações ou melhoramentos, mas não deixamos de nos sentir incomodados ao ver que em vez de avivar as letras originais gravadas na cantaria a assinalar a efeméride, resolveram pura e simplesmente aparafusar uma placa por cima. 
É uma falta de sentido estético gritante e confrangedor. Podem ainda ver-se as letras originais gravadas na pedra...com as novas letras sobrepostas, que estão um "mimo" !...
Não sabemos quem foi a mente brilhante que teve esta ideia, mas por favor não pense mais porque para "emplastro" isto chega!
É sabido que no verão e nas férias quando apetece dar um mergulho na praia fluvial de Pomares, ninguém gosta de chuva, mas a continuar assim, sem chover o que é habitual para a época, estará em risco um ano para que o local de diversão de veraneio cá da terra tenha água em abundância e qualidade.
De facto, o ciclo hidrológico está alterado e disso têm dado eco as televisões e os jornais, a falta de chuva na época própria é a principal evidência do aquecimento global. Maiores períodos de seca e inundações avizinham-se mais frequentes, e o nosso ecossistema começa a alterar-se e os nossos recursos biológicos também, alterando de forma irreversível a nossa vivência, económica e social.
Manter a ribeira, os ribeiros e linhas de água limpas e os leitos de cheia sem obstruções, são prioridades a ter em conta.
A práctica da apicultura é muito anterior aos gregos, mas pensa-se que foram estes que começaram a colocar os seus enxames em recipientes com a forma de sino, feitos de uma palha trançada, chamada colmo, vocábulo este que deu origem à palavra colmeia.
Na Bíblia, o mel é várias vezes mencionado. No Antigo Testamento por exemplo, é citado nos Salmos:
Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais do que o mel à minha boca. (Salmo 119:103)
Ainda, no Antigo Testamento e no livro dos Provérbios, o mel é mencionado como medicamento natural:
Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. (Proverbios 16:24)
No evangelho segundo Lucas, no Novo Testamento, diz que Jesus depois de ter ressuscitado, comeu um favo de mel quando apareceu aos díscipulos. E ainda, de acordo com o relato bíblico, São João Baptista alimentava-se de gafanhotos e mel no deserto.
Na nossa Serra do Açor e nas nossas terras, a práctica da apicultura perde-se também nos tempos e o nosso mel de sabor intenso, cor escura de predominância de urze e sendo um alimento, é utilizado como tal em culinária e como remédio caseiro, também dá origem a outro produto de referência que é a aguardente de mel.
Os incêndios têm sido responsáveis pela destruição de muitas colmeias e da respectiva flora. Esperamos que este ano não tenhamos um ano de destruição.


Flores para o meu blog. Flores para Pomares. Flores para os meus amigos.
Hoje, O Rouxinol de Pomares, faz 4 meses de existência, 4 meses a divulgar a nossa região e a nossa freguesia, 4 meses a denunciar o que está mal e a enaltecer o que está bem, e, com 18.000 visitas, um destaque no sapo blogs, mais de 200 posts e cerca de 200 comentários, são um incentivo para continuar.
Obrigado a todos e façam o favor de comentar sempre!

Publicamos novamente esta espectacular e histórica fotografia porque o Dr. Manuel Augusto de Campos Mendes, (Dr. Manecas), teve a gentileza de nos identificar os protagonistas desta equipa, bem como identificar a circunstância do jogo, o seu resultado e o adversário.
Jogo realizado em 1950, no dia de festa de Nª Srª de Fátima e abrilhantado pela Filarmónica Avoense, entre Pomares e Avô e cujo resultado foi, Pomares-6 Avô-0.
Em pé e da esquerda para a direita: António Ramos (massagista), Felisberto Gaspar (brasileiro oriundo das Casarias), António Sousa, Manuel Pimpão, Fernando Almeida (guarda-redes dos júniores da "Portuguesa de Desportos", do Brasil), Fernando Hilário (jogador de rugby do Belenenses), Carlos Cosme e Manecas (bandeirinha).
Em baixo e da esquerda para a direita: Fernando Diniz, Ramos (guarda dos tabacos), António Cunha da Silva, Armando Cosme, Eurico Mendes e António dos Santos Diniz (árbitro).
À semelhança com as Almas do Goulinho, (post anterior), também estes fontanários se encontram em estado de abandono, na entrada da localidade.
Estes fontanários situam-se exactamente no antigo caminho que era percorrido pelos romeiros que se dirigiam ao Santuário de Nª Srª das Preces e ambos aqui retratados estão a poucos metros um do outro.
Se estivessem arranjados e limpos a povoação de Goulinho não seria a primeira beneficiária?
É que os ditos até se vêm bem da estrada que vem de Aldeia das Dez, e penso que constituiria um ponto de interesse e referência desta localidade. Haja alguém que leia este blog e alerte quem de direito...esperamos!
A arte popular das alminhas que ainda hoje dissemina por Portugal, constitui sem dúvida um património histórico que urge preservar.
Estas são as almas do Goulinho, e eram referência para os caminheiros que demandavam a Nª Srª das Preces em romaria. Os tempos mudam, já não se anda a pé, mas não é obrigatório que se apaguem as memórias e se mande para o esquecimento e abandono património como este.
Esta imagem traduz bem a falta de visão e cultura dos responsáveis autárquicos que nos governam, que têm a obrigação moral e ética de preservar a memória de um povo, expressa em arte popular.
Tenho o direito de me indignar perante esta incúria, até porque seria mais inteligente preservar caminhos antigos, referências, que poderiam constituir uma mais valia no turismo na vertente eco-turismo, pedestrianismo,(caminhadas), montanhismo que é das poucas coisas que a nossa região tem para oferecer.
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