Se há imagens que nos despertam nostalgia, esta é uma delas. Foi um instantâneo obtido no Soito da Ruiva em dia de festa. Um momento único, e uma foto de que gosto particularmente.
Voltando ainda ao tema do verão, da época balnear e da praia fluvial de Pomares, e tomando como referência algumas opiniões expressas em comentários, trouxe-me à memória alguns anos anteriores em que se verificaram alterações climatéricas subitas, que conduziram a grandes cheias. A primeira foto retrata uma situação em 2006. No ano passado também em Junho se verificou uma situação identica mas menos violenta. Felizmente este ano de 2008 foi um ano sem nenhuma ocorrência deste género. Deixo aqui uma série de imagens, algumas já antigas, para testemunho, de que é uma zona de leito de cheia e todo e qualquer investimento aí feito tem que ter em linha de conta este tipo de fenomenos. Toda a zona onde hoje é o bar e parque de campismo se encontram inundados. Contrariamente a algumas vozes que consideram que já está tudo feito na zona da praia fluvial, eu sou daqueles que entende que há muito mais a fazer e que pode ainda ser melhorado todo aquele espaço e também sou daqueles que entende que o dinheiro aí aplicado não é mal gasto. Pode é ser mal aplicado.

Foi o fim do verão e o regresso ás aulas para muitos estudantes, e hoje vou propositadamente sair da rotina e falar de um rapazinho com ascendência em Pomares, dos Castanheira, por sinal meu afilhado e meu sobrinho também. João Bernardo Castanheira Patricio que foi esta semana distinguido com o Diploma de Mérito e o prémio Abel Botelho que é atribuído ao aluno do concelho com a melhor média final no ano lectivo transacto, pelo Município de Tabuaço, onde reside e de onde é natural.
É uma criança aplicada e preenche há muito os seus tempos livres em actividades culturais e desportivas, que vão desde a música, à equitação. Faz parte da banda filarmónica lá da terra, e a equitação e os cavalos são uma paixão. Não dispensa também uns mergulhos na praia fluvial de Pomares sempre que cá está e onde é assiduo. Hoje um puto maravilha e amanhã um grande homem. Parabéns João Bernardo.
Numa aula de equitação, em Viseu, no ano de 2005
Tenho subido inúmeras vezes ao Monte do Colcurinho, ou Cabeço, como também é conhecido, mas nunca fiz referência à vertente religiosa. Chegou hoje esse momento, e como se diz, o que tem que ser, tem muita força!
É uma vista da capela de um outro angulo, do lado sul, e a imagem de Nossa Senhora das Necessidades.
Desde o inicio da nacionalidade que se começaram a erguer igrejas e capelas dedicadas à Virgem Mãe de Deus, à medida que se conquistava aos Mouros, território desta faixa ocidental da Península Ibérica e que hoje constitui a nossa Pátria.
Seja por motivos religiosos, ou por motivos turísticos, é sempre compensador subir até aqui e deixar o nosso olhar correr até aos confins da Serra do Açor.
Recordo também aqui uma figura de Pomares, o Álvaro, que na sua débil mentalidade era um devoto da Nossa Senhora das Necessidades e tinha a seu cargo, por iniciativa própria, amealhar donativos para esta capela, em nome daquilo em que acreditava.
Se há coisas boas em Pomares a água desta fonte é uma delas!
É a Bica, bem juntinho à praia fluvial e ao parque de campismo que lhe veio a adoptar o nome. É uma água, cuja amplitude térmica é quase nula. Fresquíssima no verão, tem uma temperatura que ronda os 13/14 graus célsius, baixando no inverno 1 ou 2 graus. Não disponho de informação sobre as análises quimicas desta água, mas afigura-se-me bacteriologicamente pura, até porque, em garrafão durante mais de um mês, não se lhe descobre qualquer resíduo, odor ou sabor. Remeto para os comentários quem tiver a informação sobre a qualidade da água e que a queira partilhar...espera-se!
Fica também aqui o registo que as fontes agora tem estado impecavelmente limpas.
Não escondo que tenho um certo fascínio por varandas tradicionais e de traça portuguesa, ou melhor, por arquitectura portuguesa de cariz popular. a)
Este instantâneo foi captado na Foz da Moura, e, é provavelmente um dos poucos exemplares bem conservados de uma típica varanda da nossa zona. Uma maravilha, para os olhos descansarem do betão! Aos proprietários, que tenham saúde para a conservarem e obrigado por eu a poder partilhar pelo mundo da blogosfera.
a): Que me desculpem as imprecisões técnicas pf
Como é costume dizer-se, não foi para a fotografia!...
Por vezes, andamos por aí e não reparamos na diversidade da nossa biologia. Este instantâneo foi obtido em meio natural e de forma espontânea em Pomares, e, pode observar-se uma planta indígena, cujo nome cientifico é Osmunda regalis L., ou seja o Feto-Real.
Dito assim, até parece que nem tem a importância necessária para um "post" ! Vejamos o feto de outra forma:
- O Feto-Real, é uma espécie que pertence à vegetação primitiva dominante na Serra do Açor antes das glaciações do Quaternário, constituída pela laurissilva, um tipo de floresta em que predominavam espécies de folha perene, adaptadas a um clima subtropical relativamente quente e húmido. Estas relíquias do Terciário, (+/- 1,8 milhões de anos), só sobreviveram em sítios abrigados.
Ver um Feto-Real é como se estivesse a olhar para um fóssil vivo, e só por isso, observá-lo, é uma forma de constatar quão é extraordinária a evolução da vida.
Entrámos no Outono, as comportas abriram-se e a praia volta a ser devolvida à ribeira de Pomares. É o fim de um ciclo. Mas é também o tempo para se fazer um balanço, para aquilatar situações e dificuldades e para apontar medidas para as corrigir. O caminho a seguir, não poderá desviar-se de um objectivo com qualidade, nem Pomares está preparada, nem será desejável grandes fluxos de veraneantes. Urge conquistar espaço, para se poder relvar e evitar que os veraneantes estejam em cima uns dos outros sem as condições mínimas desejáveis. Urge também conquistar espaço, para parqueamento automóvel, não provisoriamente mas em definitivo. O espaço, obviamente só pode ser conquistado onde o há! São projectos que tem que ser concebidos por técnicos, e não, remenda aqui, remenda ali. Não é fácil, mas é por aí que é o caminho...

Falou-se na praia fluvial de Pomares, bastantes vezes, na atribuição da bandeira de acessibilidade, do que melhor tem Pomares. O Melhor de Pomares, como título do "post". Nem sequer há dúvidas!
No entanto, recuando uns anos e quando Pomares não tinha infra-estrutura alguma que permitisse ir a banhos, a rapaziada rumava até Avô. Como sou dessa geração, não poderia deixar de lhe fazer uma referência, justíssima até, porque a sua praia fluvial dispõe de um espaço amplo, simpático e bem conseguido, desde a zona da praia propriamente dita até à zona do bar e respectiva explanada. Tem uma piscina infantil, alimentada com água do rio, zonas de relva, equipamento para piqueniques, balneários e zonas pedonais. A parte relvada está bem enquadrada e nota-se a preferência por este espaço pelos veraneantes para se esticarem um pouco ao sol. Apenas uma nota, e a talhe de foice: é um espaço relvado deste género que é necessário conquistar para a praia fluvial de Pomares!
Paisagisticamente este local de Avô é uma referência e a ilha do Picoto tem melhorado com as intervenções que lhe tem sido feitas ao longo destes últimos anos, pelo menos para quem a visita. Um abraço para Avô.

Nevoeiros - Monte do Colcurinho - Serra do Açor
Não é a primeira vez e não será certamente a última, que aqui falo da Gramaça.
Está no limite geográfico de dois concelhos, pertencendo à freguesia de Aldeia das Dez e ao concelho de Oliveira do Hospital. O outro concelho limítrofe é o nosso, Arganil. Os seus usos e costumes em nada diferem das povoações vizinhas que pertencem à freguesia de Pomares, até porque muitos laços familiares unem as nossas povoações. Situada na Serra do Açor, numa encosta do Monte do Colcorinho e numa disposição que é um miradouro natural sobre o vale de Pomares. Lá do alto, vigia o Porto Silvado, povoação próxima que pertence à nossa freguesia. Só pela paisagem que daí se alcança, vale a pena subir até lá. Agora, com o fim do verão e a chegada dos nevoeiros é um espectáculo surreal a que podemos assistir gratuitamente.
Um abraço para a Gramaça.



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A todos os meus amigos, a todos os meus conterrâneos, a todos os Arganilenses, a todos aqueles que carregam a alma serrana, que sentem o apego à terra, para todos aqui vai o meu agradecimento do fundo do coração. Só com a vossa participação é que foi possível este meu pequeno blog, que pretende falar de uma pequena freguesia do interior do país, atingir este número considerável de visitas em menos de um ano.
Para todos aqueles que ainda não me conhecem, aqui fica um rosto, o meu, António Manuel Silva, para vos agradecer mais uma vez e na esperança de contar sempre convosco para continuar esta tarefa de divulgar a nossa terra. Obrigado a todos!
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