No âmbito das festividades dos Santos Populares e nomeadamente o S. Pedro, que se comemora em Avô, sob a organização da Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô, realizou-se ontem um desfile de marchas populares, que contou para além da Marcha de Avô, que desfilou em último lugar, com Torroselo, Meruge e Nogueira do Cravo. Os temas foram Brás Garcia Mascarenhas, Desfolhada - Milho Rei, Lage Grande e Sardinheiros do Passado, respectivamente. Numa apreciação global, podemos dizer que estiveram todos muito bem. Os trajes eram espectaculares e as coreografias não lhes ficavam atrás. Avô, como anfitriã, não deixou os seus créditos por mãos alheias, coreografia excelente e trajes a rigor. Não ficaria envergonhada em qualquer lugar onde a tradição das marchas já tem muitos anos. Não poderei deixar de referir a forte participação da juventude nestas marchas, comum a todas as terras participantes. Estão todos de parabéns e continuem...
O público acorreu em grande número e pomarenses não faltaram.
As fotos que se seguem, são alguns momentos que registei...
Embora a Marcha de Avô tenha desfilado em último lugar, optei pela sua referência em primeiro lugar, dada a proximidade e ainda pelos laços de sangue que nos unem e obviamente sem desprimor pelas outras marchas em palco.
Na foto a abrir a marcha de Avô uma carroça transformada em "coche" que demonstra o cuidado e a imaginação da organização.
Marcha de Avô momentos antes da entrada em palco...
Já em palco...
Uma coreografia bem conseguida, onde se percebia o grau de dificuldade de execução. Excelente empenho e desempenho dos participantes. À organização, ao ensaiador e ao mentor do projecto, os meus parabéns!
Torroselo. Não posso deixar de referir um amigo e comentador deste blog que não conheço pessoalmente, A. Madeira, cuja naturalidade é Torroselo, e dizer-lhe que está de parabéns porque a sua terra natal marchou em Avô com pompa e circunstância com uma excelente marcha e coreografia.
Torroselo à chegada a Avô.
Torroselo em palco...Gostei!
Meruge, cujo tema é a Lage Grande, um local da terra, onde antigamente se malhavam os cereais e se faziam as desfolhadas e também se secavam peras. Nos dias de hoje é um local onde o cupido substituiu as lides agrícolas...
Um aspecto dos belos trajes de Meruge e uma foto antes da entrada em palco.
Meruge em palco...com uma excelente prestação e muito brilho!
Nogueira do Cravo com o tema Sardinheiros do Passado, esteve bem, mas era a marcha com menos participantes, o que não impediu de terem brilhado com o tema que escolheram e os trajes a condizer.
Nogueira do Cravo em desfile...
Parabéns para Avô pela excelente ideia, pelo seu desempenho e organização e parabéns também a todas as terras da nossa Beira Serra que participaram neste evento, demonstrando que ainda temos muita coisa para oferecer e mostrar e a juventude envolvida são o garante de um futuro melhor.
As condições de luz não foram as melhores para fotografar, pelo que o explendor das cores dos vários trajes em palco está aquém do real, por certo os leitores compreenderão.

- Bom dia amigo!
- Bom dia!
- Posso tirar-lhe uma fotografia?
- Pode, com certeza!
- Click...
- Eu chamo-me António Manuel Silva, sou de Pomares e tenho um blog no qual expresso a minha opinião sobre a minha terra e sobre a nossa região da beira-Serra...
- E o amigo como se chama?
- Zeferino Monteiro!
- O meu blog é o rouxinol de Pomares e lá para segunda ou terça pode lá ir ver as fotos que acabo de tirar...
- Rouxinol de Pomares, é fácil de fixar...
- Trabalhar ao Sol perto do meio-dia, não é fácil...
- Estou habituado, já não me faz diferença...trabalho em madeira também, mas há cerca de oito anos que trabalho a pedra...
- E o amigo é d'onde?
- De Meruge, a sete quilómetros daqui..
- Meruge? Aqui há cerca de um mês estive numa mostra de produtos da nossa região no Portugal Rural em Lisboa, e provei lá um chouriço de sangue ( morcela) que era excelente. Tenho que lá ir à procura deles... Desejo-lhe um bom trabalho, e um dia destes vou dar um pulo a Meruge à procura do bom chouriço...
- Bom dia Sr. Zeferino Monteiro...


A Sociedade de Melhoramentos de Pomares realizou hoje uma sardinhada para os sócios, amigos e pomarenses, no Largo do Pontão, que curiosamente tem o nome oficial desta instituição e é sobretudo a sala de visitas cá da terra. Tudo passa por aqui...
Cerca de sete dezenas de pomarenses e amigos, saborearam umas belas sardinhas acompanhadas por broa caseira e vinho, pois está claro! A alternativa para quem não morre de amores por este peixe da época, foram umas bifanas no pão e para quem não gosta do tinto tinha à escolha umas "bejecas" e sumos e ainda a água do fontanário principal cá da terra que corre nas bicas em abundância. Para rematar, as sardinhas, para desenjoar um caldinho verde e para fazer "peito" umas filhoses (coscoreis) feitos ao momento. É disto que as próximas imagens darão conta e quem não esteve presente não sabe o que perdeu...e por Pomares, tudo!

Olh' a broa caseira...com o tal sabor genuíno, transmitido de geração em geração, e feita em forno de lenha como manda a tradição...

Também não faltou a parte cultural a cargo dos amigos da Sociedade e de Pomares, o Engº Eduardo Gonçalves e a esposa Dília, do Grupo de Cantares do Alva e do Açor.






Momentos de confraternização de Pomarenses e amigos.
A Paula a tratar das filhoses (coscoreis) com a ajuda das filhas, e se estavam boas!...(nem digo quantas comi!!!). Uma coisa tenho a certeza, temos filhoses, e das boas...

E o momento era de boa disposição como o demonstra o casal Engº Eduardo e Dília.
Oh! Mãe...tenho fome!...parece dizer a pequena ave de bico amarelo que um dia será um melro. Observar a natureza e o habitat destes seres vivos, é uma actividade anti-stress recomendável. É a paixão pela natureza! Assim penso!
Ontem, não tive muito tempo para cumprir a rotina de fazer a publicação do post diário. Não tenho obviamente esse compromisso, mas é uma questão de disciplina, digamos que é um ritual que cumpro com prazer. Para além de ter realizado pequenas tarefas agrícolas e de observar a natureza e ainda de ter participado às 15,00 horas na Assembleia de Freguesia, para a qual me tento preparar o melhor possível de cujo acto darei brevemente "feedback" nomeadamente das minhas posições e intervenções, honrando o meu compromisso com o eleitorado pomarense de ser transparente nos meus actos e de os manter informados. Frontal e directo, embora saiba que nesta tarefa de defender a legalidade e outros pontos de vista que não os "do regime" acarretam uma factura pesada. Foi esse desafio que abracei e há coisas que já mudaram pela força das minhas justas e legitimas intervenções. O que venho fazendo não é apenas um acto político, é sobretudo um acto de cidadania.
Pomares, três e meia da tarde, decorria o jogo Portugal-Brasil, nem vivalma nas ruas, silêncio, apenas cortado por uma aeronave sobrevoando os céus lá longe em busca de algum indicio de incêndio florestal, o som da Ribeira de Pomares era ainda mais nítido e aqui e ali o chilrear dos pequenos passarinhos a fazer pela vida, e a leve brisa trazia até nós o cheiro doce das flores de tília, um bom calmante para quem "sofre" pelo futebol e pela nossa selecção. É Portugal e pronto...não há discussão!
O som da Ribeira era o único som audível...a par dos passarinhos, indiferentes ao Jogo e ao Mundial...
O céu cinzento e lá longe o relampejar, deixavam antever um final de tarde com chuva...que não aconteceu...

...mas aconteceu que durante o jogo se verificaram alguns cortes de energia eléctrica...problema velho (com barbas e tudo), basta haver uma trovoadazita e zás, e nem em dia de Jogo de Portugal-Brasil somos poupados a esta coisa crónica, até poderíamos ter perdido um belo momento se Portugal tivesse goleado o Brasil.
Quando é que somos tratados como no litoral?


Por falar em árvores...veio-me hoje à lembrança, como é comum dizer-se, umas "phodas" que algumas árvores em Pomares sofreram em pleno mês de Junho.
Pomares, tem até bastantes árvores, algumas frondosas qb, mas as árvores nunca são demais.
Aquilo que vos mostro aqui, é apenas uma ínfima parte do que se terá passado, porque muito boa gente viu cortadas oliveiras e árvores de fruto sem uma explicação lógica para o sucedido. Tão lógica quanto o estilo "sui generis" das podas. Digamos que foram umas podas de verdadeiros artistas do serrote e moto-serra! Pelo que é visível, gente sem a mínima formação para a tarefa e muito menos com sentido estético e até de responsabilidade.
E assim vai a minha terra...
Eu explico:
- Segundo ouvi dizer, uma empresa contratada ou sub contratada pela EDP, procedeu ao corte, ao desbaste e à poda de tudo o que era árvore que estivesse no caminho dos fios eléctricos, sem dar cavaco a ninguém...e como podem ver o resultado foi esta maravilha...
Alguns proprietários que foram confrontados com árvores de fruto, oliveiras, etc, e em alguns casos com extensões consideráveis de pinhal cortado, ficaram à beira de um ataque de nervos e não é caso para menos...estamos num país de direito e isto não é da "Joana", mas até parece ser...
Porque procederam assim?
Tinham ordens para o fazer?
Quem tem responsabilidades?
Quem nos protege destes verdadeiros atentados à propriedade privada e pública?
Resta-nos o direito à indignação, mas nesta sociedade paga-se caro a coragem da denúncia...

O estado em que o "chorão" que estava lindíssimo ficou...que até é uma árvore que pela sua flexibilidade e leveza jamais poderia danificar um fio eléctrico. Pelo menos que tivessem alguma estética na poda, e nunca em Junho...

Outra "obra prima" numa das árvores mais bonitas que se encontram em Pomares.
Digam lá se não é da gente ficar de cabelos em pé e mandar alguns gajos...dar uma voltinha!?

Como se não bastasse o "lindo serviço" os restos ficaram em montinhos a secar...
Por razões de saúde tenho que me deslocar muito frequentemente ao Hospital Curry Cabral, e já o vou fazendo há algum tempo, o que torna o sítio familiar dado o tempo que por ali passo. Hoje fui apetrechado de máquina, não só para tirar umas fotos ao jardim e às enormes e altas palmeiras, como também na esperança de ver a voar algumas aves da família dos papagaios que vivem em liberdade em Lisboa e nos arredores. Aqui, por algumas vezes os vi a voar emitindo o seu som estridente e característico, são barulhentos e voam em bandos de 3 a 4 indivíduos; pelo menos é o que tenho observado. Trata-se da espécie Psittacula Kramei, de nome comum Ring Neck e que em Portugal é conhecido por Rabo de Junco.
Hoje não fui feliz e não os avistei, mas deixo-vos com algumas imagens do Hospital, que apresenta um bom número de espécies arbóreas.
As enormes palmeiras...

Patos e as suas crias...
São Hospitais públicos...bons e bem arranjados...
Hoje, por razões de rotina, dei comigo a pensar que o Litoral tem muitas coisas boas, e uma delas é o consumo de peixe. Caro, é certo, mas imprescindível à saúde, e quando o colesterol sobe na escala, não há nada melhor do que substituir o fast food e a carne por uma boa posta de peixe, e se for grelhado tanto melhor. Hoje dou-vos conta do que foi a nossa opção para o jantar, não por ter sido " bifes" de Merlin (Espadarte), mas essencialmente pelo nome do vinho que serviu para a respectiva degustação, e segundo os criticos é um vinho de excelente equilibrio qualidade/preço e que já foi merecedor de prémio, embora seja um lançamento recente. É um Douro e tem o nome da nossa terra, e na sua composição entram três castas tintas de reconhecida qualidade, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Provem-no e digam alguma coisa...

Como antigamente, a confraternização de Pomarenses volta ao Largo do Pontão, sítio central da terra e sala de visitas por excelência. A Sociedade de Melhoramentos de Pomares, que desde sempre tomou a responsabilidade de iniciativas em prol do desenvolvimento da nossa terra, precisa de ser acarinhada, apoiada e ajudada, e é nestes momentos que os pomarenses se devem unir por uma "camisola" chamada Pomares. Vem comer uma sardinha e beber um copo, apoia Pomares. Eu sou pomarense e não vou faltar! E tu?
Não fiques em casa!
Rumei novamente ao Sul, ao encontro do Grupo Etnográfico Raízes de Sobral Gordo, que hoje actuou, (e que belo desempenho), no 66º Aniversário do Clube Recreativo do Feijó. É com orgulho que vejo um grupo da nossa terra aplaudido e saudado de maneira entusiasmada pela actuação e pelos momentos de danças e cantares que nos oferecem. Estão imparáveis e acompanhá-los é um prazer...
São alguns momentos que captei hoje que vos mostro, e, lá também tive contacto com outro rancho que nunca tinha visto e que me está aqui tão perto, Tercena, representando esta zona saloia, que era a região de Sintra/Oeiras. Vamos às imagens...
A imagem fala por si...
Tocaram, cantaram, dançaram e encantaram...
Eis um momento do "fado serrano" com a participação do público, para terminar a actuação. Não podia ter sido melhor!
Parabéns para o Sobral Gordo e para quem carrega a responsabilidade de divulgar a nossa cultura através das suas raízes!
Actuaram antes do grupo da nossa terra, mas não podia deixar de lhes desejar felicidades e os parabéns, sobretudo pelas danças harmoniosas com que nos presentearam e não é alheio também o facto de eu viver há décadas bem perto de Tercena, a origem deste grupo. Estas três últimas fotografias são-lhe dedicadas.
A componente etnográfica também esteve presente, e eis a representação de antigos trabalhadores da Fábrica de Pólvora.
As danças da região saloia
É sabido que a margem sul, (Almada), comporta desde há longos anos uma comunidade forte da nossa freguesia que já vai em várias gerações, mas que continuam ligados às suas origens, mantendo contudo laços estreitos com a terra que os acolheu, e que colaboram activamente para o seu desenvolvimento e progresso.
Hoje acompanhei, com gosto, diga-se, o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, que cantando e dançando as suas origens, participou activamente nas Burricadas de Almada. É ao que assisti hoje que vos vou deixar algumas imagens...
Pelas Ruas de Almada...trajando roupa da nossa Serra do Açor, as origens sempre presentes...
Adelina Niz, de cesta à cabeça...
José Niz, com um cesto de laranjas, evocando o preço de 1$00 o quilo...
Depois do desfile das Burricadas, seguiu-se um Pic-Nic a preceito, de iguarias da nossa terra, que em nada ficou a dever aos antigos repastos que se levavam para a romaria da Nossa Senhora das Preces, a diferença é que bem perto estava o Tejo e o Mar da Palha, em vez da Serra do Açor... e do Colcorinho...essa, estava por certo, no espírito de todos nós...até o vinho foi feito no Soito da Ruiva...
Retemperando forças...
Conversando...
Dançando...
...ao som do grupo Contradições, da Cova da Piedade, e composto por pessoas com origem em todo o país. Um dos grupos amigos do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva.
E juntamente com os cantares do Grupo da nossa terra e do Grupo Contradições, assistimos à actuação de um grupo de jovens percussionistas, "Os Stucata", formado por alunos da Escola EB1 do Monte da Caparica, grupo que já foi agraciado com um Prémio de 2º Lugar e Menção Honrosa de Jovens Talentos de Almada.
Manifestações culturais desta natureza, permitem-nos sempre assistir a imagens de rara beleza...

É já neste Sábado, que o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, que esteve presente na V Feira das Freguesias de Arganil e a representar a nossa terra, vai participar, como é hábito, nas Burricadas de Almada, organização da responsabilidade da Associação dos Amigos da Cidade de Almada. Os vários grupos que participam nesta iniciativa anual, proporcionam momentos teatrais, lembrando tempos de outrora em que o burro, esse simpático animal, era o principal meio de transporte na cidade.
O Programa:
10h30 Saída do Largo Alfredo Diniz em Cacilhas
12h30 Pic Nic no Parque Júlio Ferraz em Almada
16h00 Baile no Jardim da Piedade
Se és pomarense e vives na grande Lisboa, vai dar uma "forcinha" ao grupo da nossa terra. Participa!
Até lá!
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