Que as alminhas me ajudem...e a propósito, bem precisam de ser limpas e cuidadas!...
Que as alminhas me ajudem...porque não acontece só aos outros...desta vez tocou-me a mim! Uma virose poderosa, daquelas qua andam por aí a que vulgarmente se chama gripe...mas um GRIPE com letra GRANDE, porque me mandou para a cama, mesmo com a carga de medicação indicada.
Só com esforço publiquei o post de ontem, assim como este, porque pela primeira vez, o corpo mandou mais que o espírito!
Assim ,meus caros amigos, vou fazer um intervalo forçado, que espero seja breve e que compreenderão certamente!
Um abraço e cuidem-se, que ela anda aí...
Para conviver com os amigos há muitos pretextos, mas o casal São e Nuno Carvalho decidiram no sábado, convidar para a matança do porco familiares e amigos. A ementa foi arroz de cabidela ao almoço, ao jantar como não podia deixar de ser foram os torresmos do bácoro caseiro, que sempre tem um sabor ímpar, acompanhados pela respectiva batata cozida e arroz de miúdos, ou fressura.
Um aspecto dos convivas e da amesendação...
A São, uma jovem mãe de família e uma dona de casa que sabe receber. Ao lado a avó do Nuno, conhecida pela família como a Avó Conda!
O elemento mais novo da família, o Simão, ao colo da D. Natália Novais, um nome bem conhecido da Rádio de Arganil.
Comeu-se e conversou-se...
O dono da casa Nuno Carvalho, ao lado o amigo José Conde, figura super conhecida da Radio de Arganil, e o Dr. Miguel Ventura.
Da família do Nuno Carvalho um belo rosto que evidencia a experiência da idade, a avó Gracinda.
E como não podia deixar de ser, para se comer, alguém teve que trabalhar, como se costuma dizer alguém esteve na retaguarda, e essa nobre tarefa coube, para além da dona da casa, a estas duas jovens senhoras, tia e sobrinha, a São (tia) e a Carina.

Não podia faltar o homem que cortou os torresmos, figura conhecida da nossa praça, o Ti Augusto, que também botou discurso!
Falou-se em comer, mas faltou aqui referir que é comum nas nossas terras, nos meses frios, matar-se o porco, e foi desta peça que se mostra na foto que se fizeram os torresmos.
E ainda faltam estes que estão no fumeiro...
Obrigado Nuno e São, pelo nobre gesto de amizade e de partilha.
Mesmo com frio a Primavera começa a anunciar-se, e as primeiras amostras floridas são estas espécies dos antípodas, que com o seu amarelo vivo em contraste com um belo céu azul da nossa Beira-Serra, é sempre uma bênção para o nossos olhos, apesar de serem uma espécie infestante na nossa flora.
Pomares não muda ao ritmo de outras aldeias vilas e cidades e por isso muitas das minhas fotos são quase cópias. Esta é uma delas. Mesmo no Inverno, em dias especialmente frios como hoje, gosto de ir até ao Fontanheiro e de lá olhar a pacatez da minha aldeia.
Hoje o céu tornou-se um pouco mais cinzento e uma chuva gélida adivinhava que lá para os lados dos Penedos Altos alguns flocos de neve estariam a cair...
É assim a vida a um compasso com pouco stress!...
O tempo continua frio, as geadas ainda cobrem a terra pela manhã, os dias já são maiores, a natureza renova-se a cada minuto e não espera pelos caprichos humanos, por isso há que pôr mãos à terra e trabalhá-la. Na foto, os terrenos da Quinta da Marqueza de Pomares já lavrados.
Não sou grande agricultor, quer por não possuir mais do que alguns palmos de terra, quer porque não percebo nada desta vida que é dificil e de muito trabalho fisico, mas que me fascinam estes trabalhos rurais é uma verdade! Afinal é da terra que ainda nos alimentamos, mas que muitos teimam em esquecer e que algumas políticas de políticos de cidade desconhecem! Será a minha origem camponesa a falar? Talvez!
Hoje também andei na minha ruralidade e por isso tive pouco tempo para o Blog. Espero que compreendam!
Lembram-se?
Esculpir e talhar a pedra à mão, e dar-lhe a forma artística que perdurará no tempo, não é fácil, e uma obra demora o seu tempo. Hoje encontrei novamente o artista Zeferino Monteiro em labuta ao ar livre, em frente aos Bombeiros de Oliveira do Hospital, cuja estátua se lhes destina. Lembram-se como estava no verão passado? Vejam aqui.
No dia seguinte às Eleições Presidenciais, independentemente de ter havido eleições, porque já não é tema de conversa, apenas os telejornais fazem lembrar o acto. Pomares volta à sua pacatez normal nesta época do ano, se é que saiu da pacatez, com uma Segunda Feira gélida mas de céu azul e brilhante. O que me deixa satisfeito é estar na minha terra porque o discurso de vitória eivado de nuances ressabiadas, deixa-me alguma nausea...
O que é digno de nota, é que em Vila Cova de Alva o candidato Francisco Lopes ficou em segundo lugar a escaços 13 votos do Anibal Cavaco Silva. Curioso!!!
São sete da tarde e já o Sol se pôs há algum tempo, o frio sente-se a entrar pela fralda da camisa, a porta da mesa de voto fecha-se para que se proceda ao escrutínio, de repente reparo que só eu é que estou à porta à espera dos resultados, surge outro pomarense, que mora ali perto, apesar do frio eu estou lá, não que espere surpresas eleitorais, mas porque penso ser meu dever estar ali num acto destes...afinal sou membro da Assembleia de Freguesia e tenho obrigações morais...
Ganhou, como era de esperar, o candidato Anibal Cavaco Silva, actual presidente, mas para mim há dois grandes vencedores, um, a elevada abstenção a rondar os 46%, e o outro, o número de eleitores que baixou a fasquia dos 500. Desde as ultimas eleições autárquicas, há pouco mais de uma ano, que Pomares perdeu 23 eleitores. Isto é aquilo que me preocupa sinceramente...
E vamos lá aos resultados:
Cavaco Silva 167
Manuel Alegre 41
Francisco Lopes 28
José Manuel Coelho 9
Fernando Nobre 7
Defensor de Moura 2
Eleitores: 480; votantes: 261
Independentemente de uma análise pormenorizada dos resultados, hoje não se viu a azáfama de alguns carros particulares a irem buscar gente a casa, aos lares fora da freguesia, onde residem potenciais eleitores com voto certeiro e de ajuda à promoção pessoal, como acontece nas autárquicas...o que demonstra na prática como é encarada a política nas nossas terras.
Pomares tem vindo a perder de acto eleitoral em acto eleitoral um número significativo de eleitores, que a todos deve preocupar, e penso que deve ser tema de reflexão. Este executivo que se mantem eleição após eleição, já perdeu desde 2001 até agora 81 eleitores, quase 17% dos eleitores actuais. A continuar esta tendência e a continuarmos com este executivo, que passivamente olha para isto e diz que é a prova da desertificação, nada nos resta do que fechar a porta e desaparecermos como freguesia...que é o beco para onde nos têm vindo a arrastar. Os pomarenses têm que tomar consciência para este problema e arrepiar caminho, unindo todas as nossas forças e repudiando toda e qualquer tentativa de desunião e divisão de pomarenses, com interesses eleitoralistas e de promoção pessoal.
No Domingo vou votar alegremente!
- Porque nunca tive conta no BPN!
- Porque nunca pude comprar acções em saldo!
- Porque não tenho casa na Coelha!
- Porque não tenho amigos na alta finança!
Se tu estás como eu, vai votar alegremente, ou tristemente noutro qualquer, mas não lhes dês cavaco!
PS: Como amanhã é dia de reflexão...a redacção do blog está encerrada para descanso do pessoal!
O Sol começou a despontar, os dias são um pouco maiores, a temperatura aumentou um bocadinho, e eis que a natureza desabrocha e um cheirinho a Primavera paira no ar...e mesmo entre o betão, por cá é assim!...
A Praça da República situa-se na Freguesia de Agualva, e tal como no Largo de D. Maria II, os habitantes mais velhos de Agualva juntavam-se aqui à volta do cruzeiro e à volta de um coreto, entretanto desaparecido com as ultimas obras e requalificação da Praça, tornando-a, salvo melhor opinião, descaracterizada e cujo extenso espaço vai servindo para uns "graffitis" e pichagens de mau gosto e num espaço pouco acolhedor, e paradoxalmente, num deserto à volta de uma imensidão urbana.
Era aqui que se realizava uma das feiras mais antigas da região saloia, a Feira de Agualva, que desde 2005 anda de um lado para o outro e já sem a expressão que lhe conheci. A Feira de Agulava em Maio, que durava todo o mês, com carrosseis, farturas, etc etc, era uma referência na região, e era aí que se comiam as primeiras sardinhas assadas, tudo foi desaparecendo, não escapando o comercio local, que alguns fecharam as portas para sempre.
Das quatro freguesias que constituem a cidade de Agualva-Cacém, Agualva é a maior. A sua localização central e a sua dimensão conferem-lhe um papel importante, possuindo quatro jardins de infância, sete escolas do primeiro ciclo, uma escola do 2º e 3º ciclo e duas escolas secundárias. Os Bombeiros de Agualva-Cacém, também têm a sua sede na freguesia, mesmo em frente à Praça da República, e a Esquadra de Polícia também aqui se situa, assim como uma Biblioteca Municipal, para além de várias entidades desportivas e culturais.
Agualva tem vestígios antigos de ocupação humana, que constitui património; a Anta de Agualva, (já aqui "postada"), ao abandono, o sítio Arqueológico de Colaride, também ao abandono. Tem também na Praça da República, a Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais conhecida como Quinta da Fidalga, fundada por volta de 1725, por José Ramos da Silva, provedor da Casa da Moeda e pai do escritor Matias Aires, (ultima foto).
Um espaço imenso...deserto!!!
Escapou o velho cruzeiro...
Umas obras e uma requalificação que tiveram a arte de transformar uma rua rectilinea em estreitas curvas e num entroncamento apertado...
Sabe-se que em meados de 1400, o Cacém tinha apenas algumas casas na Rua D. Maria II, na Rua Elias Garcia e Rua Marquês de Pombal.
O Largo de D. Maria II, é ainda hoje um dos lugares de reunião dos habitantes mais antigos de Cacém que se juntam à volta do chafariz, conversando ou bebendo um copo nas tascas da zona. Depois de nos anos 50 ter sido retirado, foi aqui novamente recolocado em 1998, voltando ao local inicial que por ordem de D. Maria II ali fora erguido em 1849, no antigo caminho de Lisboa a Sintra que os membros da Casa Real tinham que percorrer e é assim que o Largo e a Rua que desce até á baixa do Cacém devem o nome.
Rua D. Maria II, já requalificada e sobrelevada, (!?), com amplos espaços! O edifício ao lado é o mercado do Cacém...
A parte mais baixa da Rua D. Maria II. Rua que apenas tinha um sentido de transito descendente e que passou exclusivamente a pedonal, provavelmente sem ganhos notórios, quer para o trânsito, quer para os peões e para o comercio.
Já são raras estas casas, esta bem cuidada por sinal, que vão resisitindo à pressão do cimento...
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