Captei esta imagem no Domingo passado, ao fim da tarde soalheira de Setembro. Acho-a uma imagem de rara beleza, independentemente da sua classificação como fotografia.
Dei-lhe o título sugestivo de "À Conversa...", mas bem podia ser...desertificação, o mal maior que corrói a nossa Serra do Açor!
Dedico-a a uma amiga do Soito da Ruiva, Teresa Neves, Presidente da Comissão de Melhoramentos desta pequena aldeia, que muito tem lutado para contrariar esse mal que é transversal a todas as aldeias da nossa Serra, a desertificação.
É Quinta Feira. É dia de feira em Arganil, e a Vila veste outro colorido com as gentes que vêm de todas as aldeias fazer as suas compras e tratar dos seus assuntos à sede do concelho. É assim...desde sempre!
Uma imagem que vai sendo rara nas nossas ruas e até na nossas feiras. Hoje tive a sorte de captar esta imagem, de uma profissão praticamente extinta. O seu nome é José Moura, da Mourisia. Ah! e pedi-lhe autorização para lhe tirar a foto, respondeu-me, pode tirar quatro ou cinco, mas quando não me pedem não gosto, e já tenho pregado grandes sermões que até ficam envergonhados, disse-me...
Ficou a saber que vai aparecer na web, sorriu e eu interpretei que gostou. Ainda bem, afinal também falámos que no bilhete de identidade dele a sua naturalidade é Freguesia de Pomares, é que quando nasceu, a Mourisia era uma aldeia de Pomares...
Já era tarde e muitos tendeiros arrumavam os seus produtos...
Só nas feiras é possível encontra utensílios de antanho...manguais, para malhar o centeio..."e fazer abdominais"...
Outro exemplo que só se encontra nas feiras...tamancos...alta sapataria de antigamente e que agora encontra mercado nos ranchos folclóricos e etnográficos...
Sempre gostei de cestos, ou não tivesse eu raízes no Sobral Gordo, terra de cesteiros...
Na feira de Arganil ainda é possível encontrar o "magalhães" da minha geração...
E ainda...facas para migar o caldo...
Curiosa disposição do "facame" na feira...
E como é Quinta Feira, e dia de feira, é dia de encontro de amigos...
Directamente do Soito da Ruiva, os amigos José Niz e António Neves, que viajaram no transporte quinzenal que possibilita às gentes soitodaruivenses virem até ao concelho abastecer-se. Um beneficio conquistado recentemente, fruto do empenho da Comissão de Melhoramentos de Soito da Ruiva.
Ora, façam boa viagem de regresso a casa!
Se repararem bem...o Caruma's Late Harvest, é 5% de imaginação e 95% de transpiração...
Eu estou a tratar da "pomada"...Volto Jáááaaa!!!
Hoje ia falar de alguns assuntos tratados na Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia que decorreram no sábado pp, ia, mas por força da mãe natureza, que me pôs as uvas no "ponto", não me sobrou tempo algum e não irá sobrar por estes dias mais próximos. Contingências da vida do campo!
Todos sabem que gosto da terra e dos trabalhos do campo, e também todos sabem que na nossa freguesia, quer pelos terrenos quer pelo microclima, não se produzem bons vinhos, e é por isso mesmo que apelido o meu vinhito como Vinho de Caruma. Já contei a história várias vezes, um antigo colega e amigo dizia-me que, se cá na minha terra havia só pinheiros como é que eu queria ter vinho em condições?!!!
Normalmente o nosso vinho, e salvo algumas raras excepções, é um pouco ácido, de baixa graduação e multi castas, o que dá um produto difícil de equilibrar, quiçá mesmo para um enólogo, quanto mais para um pobre enófilo. Como sou teimoso e gosto de sentir o cheiro frutado do vinho em fermentação, e porque me dá algum gozo fazer vinho por processos antigos, deixo as uvas atingir uma maturação máxima possível, uvas quase passificadas, com desidratação natural dos bagos, e por consequência uma maior concentração de açúcar que normalmente é baixa. Como a técnica de retardar a colheita é designada por Late Harvest, então porque é que o meu vinhito não poderá ser um Caruma's Late Harvest ???!!!
Não sou um expert em identificar as castas, mas presumo que esta é o Borrado das Moscas ou Bical...será?
Maturação no limite...e antes que chova!
Tenho vindo a plantar e a substituir algumas videiritas por castas mais nobres, e tenho preferência pela touriga nacional, que penso ter uma boa adaptação por aqui, assim com a Tinta Roriz, mas no caso da fotografia é um moscatel e está super doce, e para comprovar reparem na abelha que está do lado direito a sugar o néctar...
Hoje é domingo, dia de descanso, e como tal, não há nada melhor para descansar o espírito do que subir a Serra do Açor, e foi aí que vi este atleta radical em voo de parapente, acho que é assim que se chama, a voar a uma altitude considerável...
Qual Açor, aproveita os ventos ascendentes e eleva-se numa dança de asas de liberdade...
Mas para um leigo na matéria como eu, confesso que admiro quem lá está nas alturas, porque tem que ter uma boa dose de coragem...ou como diria um amigo meu, tem que tener agallas...
Amanhã regressarei a outros temas de liberdade, mas com os pés assentes no chão. Tenham uma boa semana de trabalho!

Hoje foi um dia dedicado à politica. Conscientemente gosto de política e de políticos, porque não são todos iguais! É comum ouvir-se, em fait divers, e porque se julga correcto, dizer-se que não se gosta de politica. Curioso que muitos políticos, quais "judas", negam a politica e até juram a pés juntos que não são políticos...
Às vezes divirto-me...
Eu levo a politica a sério, porque se a politica é feita com seriedade então é um acto nobre e de dedicação ao país. Sempre que me é possível, percorro os 20 e muitos quilómetros que me distanciam da sede do concelho e vou assistir à Assembleia Municipal. Afinal, é ali que estão todos os políticos que nos governam no nosso concelho, e é ali que se debatem os interesses do município. Normalmente a sessão da Assembleia Municipal é da parte da manhã e a Assembleia de Freguesia é da parte da tarde.

A "Mesa" da Assembleia Municipal.

Da bancada do Partido Socialista gostei da intervenção dos elementos presentes, com destaque para o Dr. João Pedro Pimentel, que esteve muito bem nas suas intervenções, e foi cumprimentado por alguns elementos da bancada do PSD, que reconheceu o seu trabalho enquanto Presidente da ARS Centro, bem como o contributo dado ao concelho de Arganil.
O Dr. Eugénio Fróis como bom tribuno que é fez a sua intervenção de modo simples, conciso e claro. Gostei.

Presente o Presidente da Junta de Freguesia de Pomares.

Pode ser uma coisa de menor importância, mas reparei que a água que era distribuída na Assembleia Municipal não tinha origem na Beira Serra, nem na Serra da Estrela...é que "nós" temos o dever de promover e consumir produtos locais...
Deixo uma sugestão ao Municipio: Consuma-se água com origem na zona...

A "Mesa" da Assembleia de Freguesia de Pomares. Do lado esquerdo o Presidente da Assembleia, ao centro a 2ª Secretária e do lado direito o 1º Secretário, respectivamente o Sr. Armando Nascimento, D. Célia Neves e Sr. Abilio Francisco.
E eu obviamente a intervir...como costumo dizer, fui eleito para falar...
Tenho sempre o cuidado de me preparar para os assuntos da Ordem de Trabalhos, mas nem sempre a OT me dá essa ajuda!

A Assembleia de freguesia de Pomares. Repare-se hoje na diferença das mesas desde a primeira assembleia de tomada de posse! Vejam AQUI
Fui durante muito tempo alvo de uma campanha de desinformação, mas como todas as coisas no mundo, a verdade vence sempre e tem sido graças à minha intervenção, às ideias que deixo aqui na minha tribuna que é este blog, que Pomares tem estado no centro das atenções e é hoje uma freguesia melhor, mas pode ser ainda melhor e haverá sempre coisas a melhorar. Hoje congratulo-me que as Assembleias de Freguesia tenham outra dignidade e tenham a participação do publico, que infelizmente é pouco, mas mesmo uma Assembleia Municipal é pouco participada, tive o cuidado de ter lá visto 4 pessoas e no final só eu lá estava como público...ainda há muito a fazer!

Do lado esquerdo: na primeira mesa, o Presidente da Junta e a Secretária (PSD); na segunda mesa, os membros da assembleia de freguesia eleitos pelo PSD.
Algum do publico presente. Estiveram seis eleitores a assistir, tendo dois deles intervindo. São poucos é um facto, mas mostram interesse pelos assuntos da freguesia e normalmente são assíduos nas assembleias de freguesia. Há um pormenor a registar, nas outras legislaturas era raro ou nula a presença do publico e nem a Assembleia se realizava no salão. Pomares está melhor e é reconhecido que o blog O Rouxinol de Pomares tem contribuído para isso.
Passei por Riachos para cumprimentar os amigos Barroso e ainda deu para ver um campo de pimentos, a sua apanha e ainda para ver a lavagem de nabos, beterraba, grelos e outros produtos agrícolas...e sentir o cheiro da terra...
Ora venham lá daí que vos vou mostrar o que vi:
Na foto o amigo António José Barroso num dos seus campos de pimentos.
André Barroso paletiza e acondiciona os pimentos para os carregar no "camion" com a ajuda de uma porta paletes. Estão prontos para o MARL
Pimentos vermelhos...
Pimentos verdes...mas para que tenham este aspecto é preciso trabalho no campo...
A apanha de pimentos...
A apanha dos legumes não pode ser mecanizada, é tudo apanhado com recurso ao trabalho do "homem", neste caso de mulheres!
Mais uma vez fui encontrar a colaboradora Suse aos comandos da camioneta, desta vez nos campos de pimentos...
A carga pronta...
A descarga dos grelos de nabo para irem para a lavagem...agricultor trabalha e sofre...
Muito grelo...
Nabos com rama...
Um molhinho de nabos com rama...
A descarga do atrelado do tractor das cabeças de nabo para o sistema de lavagem...
O tapete do sistema de lavagem...
As cabeças de nabo caiem num recipiente com água, salpicando a cabeça de quem está por perto como é o caso desta jovem trabalhadora rural.
No final as cabeças de nabo, lavadas e devidamente acondicionadas, prontas para seguirem para o mercado...
Vi dezenas de tractores e camions que aguardam o deposito do milho dos produtores ribatejanos na unidade de secagem de Riachos, porque existe um litigio que impede a secagem do milho em Riachos.
A Agrotejo, associação que representa os produtores, emitiu um comunicado alertando para os graves prejuízos para a economia nacional que representa a paragem desta unidade de secagem. A ministra Assunção Cristas já emitiu um comunicado a declarar a sua preocupação pelas consequências de prolongar o litigio que impede os produtores de milho de utilizarem a unidade de secagem de Riachos. a ministra apela aos envolvidos um esforço acrescido para que cheguem a acordo rápido!!!
Ao que sei o litigio é entre uma carpintaria e a unidade de secagem de milho. Ao que parece o proprietário da carpintaria alega que a poeira e as películas do milho o prejudicam e uma providencia cautelar, pura e simplesmente ordena a paragem da secagem...
Ao que parece a unidade de secagem é anterior e já lá estava antes da carpintaria e cá para mim um comunicado de ministra mostrando só, digo bem, só, a preocupação parece-me "curto"... porque o que é preciso é levantar a nossa economia e não atrasá-la e quem se lixa são os agricultores portugueses, neste caso ribatejanos. Ó senhora Ministra arregace lá as mangas!...
E só falta mesmo...oh! p'ra mim, num campo de pimentos ao volante de um Renault Express (passe a publicidade).
Até um dia destes, que eu cada vez gosto mais do campo e da agricultura. Um abraço para Riachos!
Começo hoje pelo conhecido castelo de Almourol, porque os "Dois dias em Riachos" permitiram-me conhecer alguns sitios deste tão bonito país que é o nosso Portugal.
As imagens que se seguem pertencem a uma aldeia recuperada, do concelho da Batalha e que se chama a Pia do Urso. Ora vejam:
Vista geral. Foto obtida de um percurso pedestre muito bem conseguido e conservado.
A localização.
Conta a lenda...que um urso despreocupado com os olhares alheios ia beber e banhar-se numa pia que a mãe natureza escavou na rocha...a Pia do Urso...
Casas e espaços recuperados com gosto...
O ciclo da água. Uma roda que faz accionar martelos que serviriam para afugentar a "bicharada"...no percurso pedestre, com legendas e notas explicativas...
Um caminho entre eucaliptos...
A Pia do Urso, é uma aldeia habitada e com vida...valeu a visita!
Para concluir a visita de "Dois dias em Riachos" não poderei deixar de partilhar convosco algumas imagens que me impressionaram, embora corra o risco de me repetir...
A máquina ceifeira...
...que tinha aos comandos o amigo Carlos...que a manobrava com destreza e sabedoria...
...e eu que tive o privilégio de ir na "cabine" e ver como tudo se processava...
Estas máquinas, contaram-me, nada tem a ver com as máquinas de há alguns anos atrás, em que o operador não tinha qualquer protecção contra as poeiras e demais partículas da ceifa. Estas novas máquinas têm ar condicionado e uma boa insonorização, e embora não estejam isentas de poeiras, a qualidade a bordo não é desconfortável. Obviamente que uma máquina destas tem um preço de uma limusina de alta gama. A diferença, digo eu, é que esta produz...
É num ápice enquanto despeja cinco toneladas no atrelado...para depois ir ceifar mais cinco...
Para quem está habituado a ver pequenos tractores na nossa terra, e para quem como eu, gosta de máquinas, confesso que fiquei fascinado com estas máquinas...têm um aspecto do outro mundo...qualquer coisa de outra galáxia...
Vi também ninhos de aves que julgava serem exclusivos de África, ninhos exóticos, uma estrutura complexa e entrançada, suspensa nos ramos de uma árvore...julgo serem ninhos de tecelão de cabeça preta...
Uma outra coisa que me impressionou foi a capacidade de como num dia de trabalho se plantam 35.000 couves...e a imensidão das lezírias...
Um antigo e complexo tambor que vai enrolando a mangueira à força da água e faz mover por sua vez o sistema de rega...curioso, engraçado e útil...
E falta ainda falar do amigo António José Pardal...que aqui no seu quintal e laranjal assa uma febras e umas costeletas, enquanto dezenas de galinhas, patos e fracas se passeiam livremente por uma boas dezenas de metros de terreno...
O laranjal...logo ali...
Boa disposição entre amigos...António José Barroso e António José Pardal...
O casal anfitrião...
É que o amigo António José Pardal era aniversariante e convidou os amigos, para jantar. E como o "Rouxinol" estava com amigos, lá foi cantar os parabéns a você e comer, claro...que conte muitos e com saúde amigo António José Pardal.
O prometido é devido! Vamos falar de tomates! Só esta simples palavra nos lembra a coragem e a frontalidade no português vernáculo. Mas não, vamos falar de tomates, do fruto, pois claro!
Nunca me passou pela cabeça a quantidade de tomate que é produzido nesta região do país, e muito menos me passou pela cabeça como é que o tomate é produzido e apanhado. Tudo praticamente sem mão de obra directa. É muito deste tomate que nós consumimos em lata.
Na foto um "traylor" carregado de tomate pronto para seguir ao destino.
No campo, o atrelado é puxado por este potente tractor, que sincronizado com a máquina de apanha de tomate consegue uma produtividade de cerca de 38 toneladas/hora. A máquina rejeita o tomate verde, assim como alguma pedra ou torrão de terra que entre no circuito da apanha. Mesmo um tomate que esteja sujo de terra é rejeitado, e tudo isto a uma velocidade apreciável. É extraordinário a apanha do tomate, qualidade xuxa!
A frente da máquina em cujo "pente" entra a ramagem e todo o tipo de tomate, e para o atrelado só cai o tomate maduro e em bom estado.
A máquina que pela retaguarda elimina todos os desperdícios. Uma equipa de três trabalhadores, que mesmo ao Domingo trabalham. Há coisas na agricultura que não podem esperar!
O campo de tomates...perto de Santa Margarida.
Tal como no milho, depois da máquina passar, as garças boieiras pousam á procura de alimento. Podem ver-se os tomates ainda verdes que ficam no campo.
O casal Barroso, que me levou a ver esta tarefa agrícola, a Fernanda e o produtor de tomate.
A Fernanda apanha algum tomate para fazer um docinho do dito.
E obviamente falta falar sobre aquele que eventualmente é o maior produtor de tomate de Riachos, e milho também, o amigo José Inverno, e aproveito para lhe enviar um grande abraço com votos de muita saúde, para continuar a produzir tomate de qualidade e português.

Dr. João Pedro Pimentel cessa funções como Presidente do Conselho de Adminitração Regional de Saúde do Centro. Enquanto desempenhou o cargo que agora deixa, desenvolveu um trabalho na área de saúde do qual Arganil beneficiou, nomeadamante com a criação do serviço de Urgência Básico e o Hospital de Cuidados Continuados, Dr. Fernando Valle.
É também membro da Assembleia Municipal de Arganil, eleito pelo Partido Socialista.
O Rouxinol de Pomares envia-lhe um abraço, desejando-lhe as maiores felicidades e sucessos para a sua vida pessoal e profissional.
(Leiam também a intervenção do Dr. Miguel Ventura na reunião do Executivo Camarário, publicada no arganil.eu ; é só clicar...)
Começo hoje o post com os amigos Teresa e António José Barroso e a neta Leonor, porque foram eles os responsáveis por me terem mostrado um mundo diferente do meu e de muitos milhares de portugueses. Contudo, todos temos uma coisa em comum, precisamos de comer, e é da terra que nos alimentamos!
Colaboradoras do amigo António José Barroso. Esta equipa de quatro trabalhadoras consegue em oito horas de trabalho plantar cerca de 35 mil pés de couve. A seguir veremos como.
Para que as couves tenham este aspecto é preciso muito trabalho e muita preocupação...
Suse, agora aos comandos de um tractor...
Duas trabalhadoras a colocar as couves no sistema mecânico de plantação...
Uma quarta trabalhadora segue o tractor (controlo de qualidade), verificando se a couve ficou bem colocada, ou tapada, e aquilo que a máquina falhou é corrigido...
A equipa e a "linha" de trabalho...35.000 couves/dia. É obra!!!
O aspecto da máquina...
As couves plantadas exigem de imediato rega, e há que colocar as tubagens do sitema de rega...tudo é calculado e tudo é feito com rigor...
O sistema de rega em funcionamento...
Couves para a esquerda...
Couves para a direita...
Muitos hectares de couves...
Nabos. Os nabos não servem só para cozer na sopa e por no cozido á portuguesa...servem também para fazer pasta de rebuçados e cobertura de bolos...aquela cobertura de bolo de aniversário é nabo...o que eu aprendi!!!
É só nabos...
Mas para que isto resulte, é preciso dedicação e trabalho até de noite. Na foto, António José Barroso foi verificar o sistema de rega das couves plantadas durante o dia. A vida de agricultor não é fácil...
Nos próximos posts falaremos de laranjas de amigos dos Barroso e ainda...
Falaremos de tomates e da sua apanha mecânica...um espectáculo!!!
Por convite do casal Barroso, nossos amigos agricultores de Riachos, fui assistir a algumas tarefas agrícolas que me despertavam alguma curiosidade, principalmente pela área territorial abrangida. Por isso estive dois dias em Riachos, onde, diga-se, não podia ter sido melhor recebido.
Conheci o casal Barroso por serem amigos do casal Niz de Soito da Ruiva, e dando jus ao ditado popular, amigo do meu amigo, meu amigo é! Não podia haver melhor exemplo, a Teresa Barroso e o António José Barroso são cinco estrelas como diz o amigo Niz, e eu já o comprovei por mais do que uma vez! Ter amigos destes, que visitam e conhecem Pomares é um privilégio. Há ainda um facto curioso que vos quero confidenciar: No sábado, andava eu em cima de um super tractor, quando o amigo António José me passa o telemóvel onde uma voz feminina anunciava que vinha almoçar connosco! Era a Adelina e o José Niz que directamente do Algarve e em período de férias vieram almoçar com os amigos a Riachos! É um espectáculo, como alguém diria!
Penso que já estamos situados no contexto, mas os dois dias que passei em Riachos foram uma realidade diferente a que um serrano de origem, como eu, não está habituado. Nestes próximos dias irei mostrar-vos imagens da debulha do milho, da apanha de tomate, de plantação de couves, de gente, porque o melhor são as pessoas, e por falar em pessoas, comecei com esta primeira foto de um tractor conduzido pelo proprietário, agricultor e amigo, António José Barroso.
Se já admirava o esforço dos agricultores de Portugal, depois destes dois dias em Riachos fiquei-lhes com muito mais admiração, e um profundo respeito pela sua louvável e nobre actividade.
A ceifeira debulhadora que tem uma capacidade de tratamento de cerca de 30 toneladas por hora. Impressionante o milho a sair limpinho para o reboque...
Depois de acumular cerca de cinco toneladas no seu bojo, a ceifeira debulhadora despeja o milho no grande reboque.
Um aspecto do transvase do milho da ceifeira para o reboque...
A acompanhar a ceifeira debulhadora, as garças boieiras que não mostram qualquer medo das máquinas, procuram alimento...
Mostrar-vos-ei a imensidão dos campos, a terra plana das lezírias ribatejanas...um mundo diferente para um serrano da Serra do Açor...
Como disse, o melhor são as pessoas, e voltarei a mostra-vos a Suse que aqui está aos comandos da carrinha...
Em pleno campo os amigos Adelina e José Niz com a Teresa Barroso...
Nabos...
Directamente da terra prova-se a beterraba, vermelha e doce...
E eu nunca na minha vida tinha visto tantos grelos juntos...
Amanhã, mais fotografias...
. VII Capítulo da Confraria...
. Mostra de Ensino Profissi...
. A Tailândia na ARPIMS de ...
. Sra Ministra da Saúde em ...
. 2º Grande Prémio de Atlet...
. Festa Socialista em Aveir...
. A Nossa Freguesia
. Barroja
. O Nosso Concelho
. A Nossa Região
. Amigos
. Ritual
. Impulsos
. O Açor
. Maria
. Links
Para evitar a calúnia e a difamação gratuíta, os comentários são moderados pelo autor do blog. Todos os comentários serão publicados, mas se estiver a pensar insultar ou difamar pessoas ou grupos, e de forma geral prejudicar a utilização leal deste espaço não se dê ao trabalho. Os comentários não serão publicados.