Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Enterrem Meu Coração na Curva do Rio

 

Um título estranho para esta fotografia! Não acham?

Eu vou tentar explicar:

 

Esta é uma fotografia obtida do bairro do Torrão. É uma das "vistas" a que se pode ter acesso lá do bairro, e, em abono da verdade, é uma das mais bonitas para o nosso vale e para o serpenteado da ribeira de Pomares. E esta curva da Ribeira, aqui mesmo por baixo, é um dos sítios, conjuntamente com a curva à entrada da praia fluvial, dos mais bonitos da ribeira de Pomares dentro da malha urbana. Salvo opinião em contrário... 

E assim!...

Assistindo à representação teatral no sábado, (um pequeno sketch), em que os mais pequenos recriaram em tom cómico os índios e cowboys, não pude deixar de recuar à minha infância, em que estavam na moda os livrinhos de cowboys, onde os índios eram os maus e os cowboys os bons, e havia sempre um herói, exímio na pontaria e destro no manejo do revólver que os matava a todos, e acabava por casar com a rapariga filha do ricalhaço lá do burgo, e eram felizes para sempre.

A realidade é sempre muito diferente da ficção e das novelas que nos vão impingindo vida fora.

Muito mais tarde, li um documento impressionante que contava a história real da conquista do Oeste nos Estados Unidos: o massacre de um povo que só cometeu um erro - acreditou demais nas promessas de uma raça mais forte. Touro Sentado, Cochise, Gerónimo, Cavalo Doido, Nuvem Vermelha, Pequeno Grande Homem, Lobo Solitário, Passaro Saltador,  foram todos grandes personagens da época da conquista do Oeste, e foram personagens reais. Defenderam os seus valores e a sua terra até à morte e ao extermínio.  Esse documento é um livro, e mostrou-me o outro lado da história; chama-se, Enterrem meu coração na curva do rio.

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 23:34
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9 comentários:
De Gustavo Santos Costa a 30 de Junho de 2009 às 01:29
Caro Rouxinol

Eu não queria acreditar no que via!!!
Primeiro pelo título. Segundo pela foto. Terceiro pela facto de reconhecer que ler Dee Brown, não é própriamente uma leitura de mesa de cabeçeira.
Fomos levados sempre a pensar, durante a nossa juventude, e devido aos filmes americanos da época que os Indios eram sempre os maus da fita.
Em meados de 2004 durante um serviço de 24 horas no meu emprego, devorei o livro. Ou melhor foi-me quase impossível parar. Apesar de ser um Pocket Book, que um funcionário da Galeria onde trabalhava trouxe do Brasil, tinha cerca de 450 páginas.
Incrível! Fiquei nauseado com a indiferença da relação humana da época.
À época, o "Bush" da altura chamava-se Henry Dawes.
Não porque fosse o Presidente dos Estados Unidos, mas porque toda a política de governo em assuntos Indigenas iria sair da sua caneta.
Sei que foi realizado um filme em 2007, mas foi directamente para TV. Não sei quando será possível vermos por cá. Historiadores independentes dizem que perante certos factos Dawes ainda tentou recuar, mas a pressão dos próprios colonizadores fez com que fosse irreversível toda e qualquer tentativa de reconciliação.
Ainda há poucos dias tinha lido no Wordpress isto:

"Acossados pelo avanço dos colonizadores, os índios reagiram e sempre procuraram defender as suas terras dos invasores. Por isso, ao longo da história do cinema norte-americano, quase sempre foram retratados como selvagens. Civilizar os nativos tornou-se “bandeira” de todos aqueles que, na realidade, queriam se apossar de terras ricas em minérios ou bastante férteis para o exercício da agricultura.

A mais recente produção baseada no livro clássico de Dee Brown coloca-nos em contato com a história a partir tanto do viés político, quanto do confronto que ocasionou a morte de milhares de indígenas e soldados. Ficam claros os interesses que motivaram as ações do governo americano em prol dos colonizadores, em especial a partir da confirmação da existência de jazidas minerais ricas em terras onde viviam os nativos.

Também se evidenciam os traços da cultura indígena tanto para o bem quanto para o mal. Não há somente santos e nem tampouco apenas pecadores. Os índios também são humanos e, nesse sentido, são igualmente retratados a partir tanto de seus atos mais nobres e heróicos quanto daqueles que demonstram suas fraquezas e vilezas."

By João Luís de Almeida Machado Wordpress "Cinema de Primeira"

Por fim deixem-me só dizer uma curiosidade que, ao mesmo tempo que estou a escrever este comentário estou em VZO Chat a conversar com um amigo que está em Londres, e que me disse que em 2007 um site de pechinchas e livros antigos Brasileiro vendeu uma publicação deste mesmo livro datada de 1980, que foi posta à venda, por 850 Reais. Fui ver e o preço que estava de venda era de 35 Reais.
Quem tiver este livro de outras edições, guarde-os e mantenha-os em bom estado, pois daqui a alguns anos eles serão, sem a menor dúvida um capital de grande valor histórico e não só.

Um abraço

Gustavo Santos Costa
De Gustavo Santos Costa a 30 de Junho de 2009 às 01:36
Caro Rouxinol

Ao mesmo tempo que estava a comentar o meu primeiro comentário também surgiu esta petição.
Aceito que não a divulgues aqui, mas se puderes divulga pelos teus contactos.
Alguns bloguer´s têm divulgado através das listas de contactos dos próprios blogues, inclusive alguns carácter político.

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar esta petição online: «Ajudem a ter o que temos direito- Uma cadeira para deficiente de 4 anos»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N85

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.

Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado, antecipadamente

Gustavo Manuel Gonçalves Fonseca Santos Costa
De bcmantunes a 30 de Junho de 2009 às 16:31
Ora viva, amigo António,

Os meus cordiais cumprimentos.
Quero desde já, endossar os meus parabéns ao António Manuel Silva. Porreiro, desta feita já não tenho que fazer um comentário extenso, (ou tenho!). Não li o livro, mas gostava de já ter lido. Ao que julgo saber sobre o massacre exercido sobre os índios.
Como Pomares está diferente!... Parabéns às crianças da freguesia de Pomares. É por este lado que vou. Como o Gustavo já disse tudo, eu vou aproveitar algumas expressões do próprio “Rouxinol de Pomares”, para virar a proa para outro lado (virar de bordo).
Foge (Foige) Toino que te roubam os santinhos! É uma expressão que ainda hoje se ouve em Pomares e arredores. A história é simples e banal! Há Post’s do Rouxinol de Pomares que me marcaram e marcarão… Vou só dizer alguns; agora é que entra a expressão do Rouxinol: Lembram-se; da ponte do Barrigueiro? Serve para unir. Lembram-se do Zezito do Agroal? Lembram-se do Horácio do Barrigueiro? Lembram-se do Tacão? Lembram-se da Beatriz, que era fanhosa, que odiava fressura? Lembram-se do Elefante aprisionado a uma estaca, que, para um animal que arranca árvores pela raiz, de nada obstaria? Tanto umas como outras no devido contexto têm um significado enorme. Não da forma que as estou a colocar. A carqueja (Pterospartum, Tridentatum), a Garça Real (Ardea cinerea), o carvalho alvarinho, etc. etc. Tantas coisas importantes que aqui já foram faladas. As crianças são incomensuravelmente mais doces do que cruéis, mas, são cruéis umas com as outras. Próprio da idade.
Se o mundo fosse perfeito, nada disto se passaria! Já chega de questões, vamos ao que de facto interessa!
As crianças estão protegidas por convenções (leis), que na prática vão dando os seus frutos, à medida que os seus pais vão tendo a noção como deve ser a criação de uma criança, adulto de amanhã. Com boa alimentação, com boas regras, para evitar, o mais possível, comportamentos desviantes, como também para evitar que os pais em limite percam a cabeça. Aprender a respeitar, enfim,…
A outra parte pertence ao poder local, que tem o dever de proporcionar boa escola para a aprendizagem e prática de habilidades, tudo o que pertence a uma criança em idade de escolaridade. Afinal, nós é que obrigamos as crianças a irem para a escola. Se as crianças tiverem tudo o que as interessa na escola, vão felizes para lá. Caríssimos pais, a escola de Pomares é igual à do Estoril ou de qualquer outra parte do País. Exijam; boas condições de aquecimento, boas retretes para evitar doenças, tudo o que faça parte de uma vida saudável, no século XXI. Os Pomarenses desejam Pomares na senda do progresso. O que eu me interrogo, é; como? A resposta está em todos? Na família das crianças, no poder local, em todos que possam contribuir para que Pomares seja melhor. Sem termos que lamentar situações como as denunciadas, nem termos que nos envergonhar delas, fugindo, fingindo que não conhecemos tal, ou tais pessoas. Encontrem condições que aproximem as crianças cada vez mais. Com as condições naturais da região não deve ser muito difícil. Basta que haja vontade, dois ou três monitores, dependendo do número de crianças que houver, ponham-nas a fazer coisas, promover o espírito de grupo, Música trabalhos manuais, andar, cultivar, etc. É muito fácil fazer uma criança feliz. Basta um simples chocolate ou um gelado.
Mais importante que as leis de protecção das crianças, é serem amadas.
Desejo que 90% das crianças de Pomares leiam este comentário e saibam que; à noite; sentam-se ao colo do pai, é a ternura que volta… Vamos deixar de cantar a canção do Jorge Palma, em que se diz que estamos com um pé numa Galera outro no fundo do mar. Vamos emergir o mais possível.
Crianças de Pomares peçam ao Sr. Presidente, que vos dê de prenda um espaço NET, por terem passado de ano. Ah, já têm! Ainda bem! Seria um belo prémio. As crianças com meia dúzia de instruções ficam aptas a navegar na NET, é velas a falar com os amigos de todo o lado. Consultar escolas, organismos oficiais, de outros pontos do País. www.cmc.pt, Câmara Municipal de Cascais – Programa curricular.
Acabou-se o meu DEDELINE
Caríssimo António,
Um abraço,
Belchior Madeira Antunes
De bcmantunes a 30 de Junho de 2009 às 21:25
Boa noite, amigo António,

é velas a falar com os amigos de todo o lado?
Aceitem lá a correcção. Desculpem qualquer coisinha!
é vê-las a falar com os amigos de todo o lado.
Depois dizem estes adultos. No meu tempo é que se aprendia, as crianças agora não sabem nada?
Sim, sim! Vai p'ra lá e não leves a manta...
Diz o meu sobrinho Ricardo Jorge.
Temos que estudar para sermos o que queremos.
Hábitos de leitura são muito importantes.
O Ti Rouxinol de Pomares, é que tinha razão, lia os patinhas todos a cowboiada toda, mais tarde os books eram de outra dimensão. Assim, é uma pessoa culta. Tiro-lhe o meu chapéu!
De bcmantunes a 30 de Junho de 2009 às 17:13
Acabei por não dizer nada sobre a imagem belíssima que observo, que é dos sítios mais bonitos de Pomares. Muito caro ao António Manuel.
As crianças de hoje serão os protagonistas do poder local de amanhã.
Para serem bons lideres convêm que estejam bem preparados.
Já agora; Lembram-se de o Rouxinol de Pomares falar na estrada da Portelinha? Ele utilizou uma frase, escultura naif. O que é isso? Peçam aos vossos filhos para procurarem na Internet! Vão parar por exemplo à Wikipedia. Eu sei, V. Exas, são suficientemente jovens, para não ser preciso os voços filhos... O interessante são as perguntas que isso gera, sendo eles a procurar.
Por favor não deixem morrer os assuntos de interesse público. Como a obrigação de educar bem uma criança. É um dever. Ao pagar os meus impostos em Pomares e em Anseriz, tenho o direito de saber de que forma são aplicados.
Se a ponte, não é apenas uma passagem p’ra outra margem, se o Blog do António, já não é só do António, e, é a ligação entre Pomarenses, então façam algo para a união plena dos Pomarenses.
Sou de todo avesso a que uma discussão de uns pináculos, sejam do cemitério de Pomares, da fonte de Vila Cova, ou de outro qualquer pórtico, sirvam para desavir Pomarenses, se está ou não, vigilante. Ou um simples almoço de colectividade, sirva para por em causa familiares, deste ou daquele conterrâneo. Posso não saber o caminho, mas sei que esse não é o caminho.
Lá diz o outro. Dizes o que pensas, mas não pensas o que dizes!
Todos, somos muitos. Não há um homem sem outro!
Está chegado o dia de Nossa S.ra das Preces. Façam as vossas crianças felizes. Levem-nas à festa e comprem-lhes uma flauta de bisel ou uma pandeireta.
Solicitem ao poder local para proporcionar a aprendizagem de música a todas as crianças da freguesia de Pomares.
Sejam felizes.
Caríssimo António,
Um abraço,
Belchior Madeira Antunes
De bcmantunes a 30 de Junho de 2009 às 21:06
Boa noite, Amigo António,

Com franqueza! voços?... Sinceramente! então não fica melhor «vossos»?
Fica assim corrigido.
pretende ele que as crianças leiam os comentários!
Oh xorte!
De Toino da Machôa a 30 de Junho de 2009 às 19:47
Boa tarde sr. rouxinol e boa tarde a todos os pomarenses. Desde que vim de casa do meu compadre de lá do Minho que o tempo tem sido curto para vir aqui ao cantinho do sr. rouxinol, a minha felismina é que me tem mantido ao corrente. Hoje sobrou-me um pouco mais de tempo porque não foi preciso regar as batatas porque a chuva sempre deu uma ajudinha.
Sr. rouxinol, essa de enterrarem o coração na curva do rio até me deixou cheio de afrontas.Credo.Eu cá quero ser enterrado num cemitério renovado e que também tenha caixa de correio e longe do rio que não sei nadar. Os miúdos da escola estiveram muito bem lá no Pontão e gente com fartura a assistir. Eu não fui lá porque era sábado e prometi para o meu compadre Ezequiel da Moura Morta, mas a minha Felismina contou-me que até alguns com cara de poucos amigos não se fizeram rogados a dar ao dente tal era a fartura de comer. O povo de Pomares é um espectáculo é pena que só alguns sejam beneficiados com a política seguida nestes ultimos anos.
Ainda tenho de ir dar de comer ao gado e á criação.
Daqui da Machôa, boa tarde a todos e até amanhã se Deus quizer.
Toino da Machôa
De O Padeiro a 30 de Junho de 2009 às 20:38
Ola!
Concordo plenamente consigo, esta vista como o senhor refere é uma das vistas mais bonitas que nos podemos ver atraves do Torrao, mostra toda a beleza do Vale, o qual eu tenho o privilegio de observar da minha casa.
Um abraço e dia 9 se Deus quiser estarei ai.
De O INDEVISO a 30 de Junho de 2009 às 22:48
Caro Rouxinol.quanto ao texto,está óptimo.Não é novidade este tipo de fundamentação,sem dúvida que dá para reflectir.No entanto concordo com o meu amigo,No que concerne à leitura de livros e não só, também eu gostava de ler mais ,mas às vazes falta-me matéria prima.O meu tipo de leitura é muito simples,defenir as diferenças entre textos que abordam os mais variados assuntos.por exemplo,entre ricos e pobres.Já tive(se bem me
lembro),a promessa de ler essa prosa, mas em vão,
porque a promessa não passou disso.
Um abraço deste seu amigo.

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