Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Alquimia

 

Alambique, um utensílio usado em tempos remotos na alquimia. Através da alquimia sempre o homem tentou produzir elixires...e a pedra filosofal sempre nos fez sonhar...e quando um homem sonha...

Na nossa terra, o alambique comum é o que tem um capacete de estilo arábico que possui um gracioso design inspirado nas antigas tradições mouras.

A civilização moderna trouxe-nos muitas conveniências, e num mundo onde tempo é dinheiro, estamos sempre a tentar encontrar soluções mais rápidas e fáceis. A vida é agora mais fácil do que costumava ser. Contudo, não temos perdido uma certa qualidade de vida por causa das pressões e do stress da nossa rotina de vida, assim como qualidade dos produtos que consumimos, uma vez que são todos enlatados, engarrafados, embalados, com a adição inevitável de conservantes?

Pouco a pouco as pessoas vão compreendendo que de facto a maneira antiga de fazer as coisas é muito melhor. Redescobrem-se as tradições deixadas para trás e que nos podem proporcionar um imenso bem-estar.

Sabemos que o produto final é puro, tal como sucede quando fazemos um bolo caseiro, ou quando plantamos as nossas couves, ou as nossas alfaces totalmente orgânicas.

É uma experiência única, e o processo completo de destilação demorou mais de 12 horas, tudo slow, incluindo os devidos processos de limpeza para obter cerca de 15 litros de uma super-bagaceira para consumo próprio. Aprender aos 50 e tal anos aquilo que não tive a oportunidade de aprender enquanto jovem, é das experiencias mais gratificantes por que passei. A vida do campo tem coisas belas e ensina-nos muita coisa boa da vida. 

Vem visitar Pomares, disfruta o que de belo o campo te pode dar...

 

  

 

O copinho de plástico continha uns figos secos ( transmontanos e de produção caseira), para ir provando o elixir...ah, pois, tem de ser, porque os sentidos são os instrumentos de medição, ajudado de vez em quando por um pesa álcool.

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 22:14
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9 comentários:
De João Travassos a 10 de Novembro de 2010
Olá amigo António

Por falares em alquimia e pedra filosofal fizeste-me recorda velhos tempos quando tu cantaste essa linda canção (à capela) numa festa da Escola Secundária. Recordas-te?

Um abraço
João Travassos
De rouxinoldepomares a 10 de Novembro de 2010
Olha o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Arganil!
Olá amigo João Travassos! Boa noite.
Claro que me recordo e deve andar por ali no meu baú de recordações uma foto do tal momento. Esses momentos devem-se à "Sotora" Maria José Beirão, de boa memória. O que é notável era a capacidade de a malta fazer coisas engraçadas com parcos recursos. Se te recordares a época era de "vacas" magras...
Belos tempos!
Um grande abraço
António Manuel Silva
De João Travassos a 10 de Novembro de 2010
Pois eram magras e bem magras, mas é com o enfrentar das dificuldades que se fazem os grandes homens.
Agora as vacas são mais gordas, mas é uma gordura balofa. Não tarda, vão ficar tuberculosas se continuarmos assim.

Um abraço
João Travassos
De bcmantunes a 10 de Novembro de 2010
Viva, meu caro amigo António Manuel Silva, cordiais cumprimentos.
Que maravilha!
Amigo António, esta forma eloquente de mostrar ao mundo estas relíquias usadas na destilação, é digna do meu apreço.
É interessante a descrição usada sobre este utensílio da nossa memória que consiste em 2 ou 3 peças, pelas quais passa o processo de destilação das matérias destiláveis, inclui-se a redestilação.
Certamente alguns visitantes deste blog desconhecem este utensílio e este processo simples de destilação que consiste em colocar as matérias destiláveis na caldeira que fica em contacto com a fonte de calor. As matérias destiláveis, ao ferver provocam o vapor que vai para a parte superior do alambique (a cabeça), onde se formam as bolhas de vapor que se vai condensando terminando na passagem por um tubo que está mergulhado num tanque com água fria para arrefecimento acelerando a condensação no processo de destilação. No processo da aguardente, a fonte de calor, com intensidade constante, é determinante na qualidade da aguardente. Este processo simples, requer muita atenção para estabelecer o grau alcoólico com que há-de ficar a aguardente, entre 20 e 23 graus.
Conheço muito bem estes alambiques...
Lembro-me que o meu Pai e os meus Avós punham um bocado de palha no fundo das caldeiras, para o bagaço não se agarrar ao fundo durante a fervura.
Caríssimo, António Manuel, fico grato por teres mostrado esta relíquia, no blog, a desempenhar a sua, verdadeira, função em tua casa.
Um abraço,
Belchior Madeira Antunes
De Toino da Machôa a 10 de Novembro de 2010
Boa noite sr. rouxinol e boa noite a todos os pomarenses. Sr. rouxinol espero que a pomada para a tosse tenha saído da bôa. Eu cá também aproveitei estes dias de chuva e já fiz a minha aguardente com a ajuda do meu compadre Ezequiel, foram 10 alambicadas que nos demoraram quase três dias sentados no môcho e a apanhar fumo nas ventas, mas quem a provar até dá dois coices no chão que esta não é p'ra brincadeiras. Aqui á uns anos havia alguns que a bebiam como se fosse leitinho, mas agora tornaram-se "vegetarianos" e só bebem água, e os mais novos só bebem cerveja e outras bebidas lá de fóra. Qualquer dia nem vinho nem bagaço cá dos nossos. Sr. rouxinol se quizer provar um calice dela, passe por cá pela Machôa, não tenho figos mas arranjam-se umas nozes, para não ser a seco.
Daqui da Machôa, boa noite a todos e não se metam nela que dá conta da figadeira.
Toino da Machôa
De Voz do Goulinho a 11 de Novembro de 2010
Meu caro amigo Antonio em breve vou a Pomares e desde já me faço convidado a provar esse boa aguardente mas quando for aviso.

Vai um abração

António Assunção
De rouxinoldepomares a 11 de Novembro de 2010
Meu caro amigo António Assunção, seja bem aparecido! Quando for a Pomares, diga alguma coisa, não vá dar-se o caso de eu estar pela capital, porque será com gosto que lhe darei a provar a aguardente.
Um abraço
António Manuel Silva
De Um Gargàlo a 11 de Novembro de 2010
Bôa tarde, aqui para tôdos.
Ó sr. Rouxinol, eu tambêm ando práqui a queimar o
mê bagaço; Só que o mêu « ingrimãnso » é mais
moderno que o seu! Leva água na cabêça e trabalha
a gás!!.. E pode-se jogar uma suécada nas 4 horas
que leva a « queima » !!!.
O Xiripiti, vai-se provando se tábô, com` abrunhos de
França `sêcos!.. Só lhe digo!!!! Ai de mim e do outro!!
Ò Sr. Rouxinol , voçemeçê que até têm jeito pra estas
coisas de festas,...E se « enjendraçe » uma feirazita cá na Freguesia, prá gente mostrar as nossas hablidades e nos ´advertirmos´ ?!!
Ia vêr que aparçiam mais que muitos!!!!
Ò Sr. Rouxinol !! válááá.... Chegue- lhe Méxa!!!.

UM Gargálo







De Alberto Manuel Henriques Barata a 12 de Novembro de 2010
Caro Rouxinoldepomares, ao invés de si, com doze anos de idade, era eu que realizava todas as tarefas conducentes à obtenção da aguardente através do método e utilizando os instrumentos que compõem o alambique,os quais o Sr. Rouxino fez o favor de nos mostrar, nas instalações pertencentes aos meus saudosos pais, existentes no Esporão-Góis.
Como referiu e bem o interveniente BCMANTUNES, após a realização de todas aquelas tarefas, necessário se torna ter muita paciência e atenção no sentido de manter a fornalha a debitar de forma uniforme a temperatura, tendo como objectivo manter inalterado, durante todo o processo, o caudal da matéria destilada, de forma a poder obter-se um produto de qualidade.
Basta um pequeno aumento de calor, para a aguardente passar a ser acompanhada de fumo o que, a contecer, é causa directa e necessária de ficar com um travo desagradável, que é apelidado de "saber a queimado".
Respeitosos cumprimentos.

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