Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Pelo Rossio e Baixa de Lisboa

 

Vamos então dar uma voltinha pela baixa conduzidos pela minha objectiva. A baixa lisboeta é um "mundo" capaz de propiciar a um coleccionador de imagens horas a fio de motivos diferentes para apontar a objectiva e disparar. Considero que o Rossio é a sala de visitas da cidade e o Terreiro do Paço o seu coração, e só estas duas praças são suficientes para ocupar muitos megabytes em imagens.

 

 

O Rossio, qualquer que seja a estação do ano, é sempre um espaço agradável e bonito.

 

 

As belas fontes com os seus repuxos de água...

 

 

Confesso que tenho um certo fascínio pelas Segway...

 

 

O Rossio tem sempre atracções, mesmo as mais inesperadas...

Um "romani" dá um show para a esplanada, esperando umas moedas em troca.

 

 

O Teatro Nacional D. Maria II.

 

 

Por vezes, no Rossio, não sei se estou em Bissau, se estou em Nairobi...

 

 

Antigas profissões ainda em actividade...

 

 

Chapéus há muitos...

 

 

Uma imagem de marca, as floristas do Rossio...

 

 

Velha...Tendinha...

 

 

Cafés, chás, e uma parafernália de coisas ligadas as estas estimulantes bebidas...

 

 

Se olharmos para cima, lá está o convento do Carmo...

 

 

Se olharmos para cima, vemos a degradação a que chegaram alguns edifícios e para o perigo que constituem.

Lembro-me do incendio do Chiado, que alterou para sempre aquela zona da Baixa...

 

 

A intolerância sempre acompanhou a ignorância e a ganância...e é ainda hoje prática corrente, a outro nível obviamente, mas estou a lembrar-me que é praticada por aqueles que se julgam donos da verdade...

Ainda não há muito tempo que tentaram proibir-me de tirar fotografias em sitio publico de Pomares (!); ainda não há muito tempo que me insultaram; ainda não há muto tempo que foram lançadas sobre mim as mais vis aldrabices; ainda hoje há pessoas que não me falam e me deitam olhares odiosos...felizmente já não há inquisição, porque o crime que cometi foi criar este blog e disputar as eleições para uma pequena Junta de Freguesia, que não me traz, nem me traria qualquer vantagem de ordem pessoal. Ainda hoje sinto o fanatismo de alguns porque tenho ideias e ideais para uma Freguesia e uma terra que é tanto minha como dos outros que lá nasceram...

Enfim, veio-me à memória, a propósito desta imagem, e tal como este memorial, é bom não esquecer...

 

  

 

Uma das coisas que me chateia é a exclusão social, a miséria, que atira para a mendicidade pessoas com idade avançada...é uma coisa que me chateia, como ficou celebre a frase do então Primeiro Ministro Pinheiro de Azevedo, proferida noutro contexto, mas dita de forma clara e directa...

Não foi para isto, nem essa foi a minha esperança do Portugal que vi nascer no dia 24 de Abril de 1974...

 

 

Que saudades do Grandella, um dos edifícios que pereceu no incêndio do Chiado e onde trabalhava a D. Fernanda, se não me falha a memória, casada com o senhor Graça, que nos idos anos 70 tinham uma casa em Pomares onde religiosamente iam de férias e levavam amigos.

 

 

Sempre que vou à baixa, passo por aqui, obrigatóriamente, para ver o amigo Alberto que partilhou comigo durante algum tempo o mesmo quarto, no inicio da minha vinda para Lisboa.  

 

 

Rua da Conceição

 

 

Terreiro do Paço, sem automóveis e sem transito nas laterais...

 

 

Pátio da Galé, hoje restauração, de onde outrora saiam cartas e aerogramas ao seu destino...

 

 

 

O Tejo com os seus cacilheiros...

 

 

Estação de metro do Terreiro do Paço. Muitas escadas, elevadores, desce-se bastante, estaremos ao nível do fundo do Rio Tejo, ou talvez mais... faz-me alguma confusão porque está paredes meias...

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 23:04
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6 comentários:
De Glória Marques a 4 de Fevereiro de 2012
Bom dia Amigo Rouxinol de Pomares... Como eu me lembro, de quando menina de 6 anos ir pela primeira vez a Lisboa numa excursão levada por um grupo de teatro na altura realizado pela SOC era o TI Manel Polícia presidente e um dos locais a visitar foi o Grandela , onde me foi oferecido um pratinho em esmalte, oferta essa pela D. Fernanda, que por tal sinal é a sócia numero 1 da Sociedade de Melhoramentos de Pomares e desejo que o seja ainda por muitos anos. Agradeço estas lindas fotos pois eu de Lisboa conheço pouco, não gosto desses ares. os da nossa terra são mais puros, recebe um cheirinho deles....
De rouxinoldepomares a 4 de Fevereiro de 2012
Bom dia Glória e bom dia Pomares!
Ó Glória, Lisboa é Lisboa, quer se queira quer não! Além de ser a capital da nossa Pátria, é também uma cidade das mais bonitas do Mundo, segundo vozes que conhecem mundo e o ar não é assim tão mau como dizem. Mas para além de tudo, Lisboa foi terra de acolhimento de muitos Pomarenses e haverá por aqui descendentes que em numero serão superiores à população actual da freguesia. Era bom chamá-los a visitar a terra dos antepassados, porque a nossa interioridade ficaria a ganhar.
Quanto a recordar a D. Fernanda e o Sr. Graça, eu tenho memória, e nunca esqueço aqueles que alguma vez foram simpaticos para comigo e de quem guardo boas recordações.
Agasalha-te e proteje-te do frio, que aqui na cidade está mais ameno.
Abraços e beijinhos
António Manuel Silva
De António José a 4 de Fevereiro de 2012
Amigo António Silva, boa noite
Uma 'voltinha' destas pela Baixa, até se fica com os olhos arregalados !!
Todas as fotos carregadinhas de assunto! È um luxo!!. Apreciei, ver o cliente do 'Graxa'
ambulante, sentado em cadeirinha portátil! Empresário com 'ólhinhos' !
Amigo António Silva, abafe-se bem, que ele anda aí.
Um abraço de amizade.
António José.
De rouxinoldepomares a 5 de Fevereiro de 2012
Amigo António José, ontem não vim aqui ao blog, mas deixe que lhe diga que gostei hoje de ver o meu amigo a tocar a concertina.
Quanto a Lisboa, é Lisboa e não precisamos de dizer mais nada. O engraxador adaptou-se...
Um abraço.
António Manuel Silva
De bcmantunes a 5 de Fevereiro de 2012
Viva meu caro amigo António Manuel Silva.
Magnífico!
Todas as imagens do que quer que seja em Lisboa me transportam às memórias dos meus 15 anitos. Do simples entrar naquela Igreja que agora não tenho a certeza se é a igreja da Conceição e daí o nome da Rua ou ao contrário. Cada vez que vejo aqui edifícios de igrejas repito-me sempre. Porque não sendo praticante de qualquer religião gosto de entrar em igrejas. Apenas isso! Do Castelo de S. Jorge avistamos, pelo menos, as torres sineiras de mais de 10 edifícios da igreja. Os que se conseguem distinguir ao olhar!
É verdade, mais uma vez Lisboa, sua sala de estar e tudo o que nos trouxe aqui. Sinto-me Lisboeta, não Alfacinha, mas porque também ajudei a construir esta Cidade sinto-me bem a viver aqui.
Dizer que não se gosta de Lisboa talvez seja falar por falar! O que costumo dizer é que Lisboa já não tem o cheiro de outrora. Quem não gosta de tomar um cafezinho, de excelente qualidade, no Martinho da Arcada? Se bem me lembro ainda é administrado por um homem que não nasceu em Lisboa, mas sim em Arcos de Valdevez.
Como disseste no Rossio cruzam-se um sem fim de raças e etnias.
A propósito do Teatro Nacional D. Maria II.
Hoje fazemos downloads de filmes directamente para visionarmos na nossa televisão no conforto do lar. Ver um bom filme num daqueles cinemas, de Lisboa, que não aderiram às salinhas, é outra coisa!
Existiam uns três sítios onde se comprava um bom par de luvas ou um bom boné, na Rua Garrett e na Rua Augusta.
A Pérola era a Casa onde comprava o café de qualidade superior para consumo em casa e o que levava quando ia de férias para a Terra.
Falar do "Tofa" na Rua do Ouro é saudar o amigo Alberto companheiro de escola.
Amigo António, quantos andaremos aqui pela Urbe Lisboeta (Lisboa e arredores) do ano de 1945 a 1955? Falo neste intervalo porque se calhar dos outros não tivemos contacto.
E se fizéssemos um convite ou uma convocatória para um encontro, que, por certo, seria memorável, através do Facebook ou no blogue O Rouxinol de Pomares?
Pensem Nisso!
Caríssimo António Manuel Silva, desejo tudo de bom. Não te esqueças de colocar parafina no zibro.
Grande Abraço,
Belchior Madeira Antunes


De rouxinoldepomares a 5 de Fevereiro de 2012
Meua caro amigo Belchior Madeira Antunes, obrigado pelo comentário que completa na perfeição om meu post.
Toda a gente que conhece Lisboa, só pode gostar dela. Mais nada!
Essa do encontro das gentes pomarenses entre os anos 45-55, é uma ideia que poderemos desenvolver. Temos que falar nisso. O meu blog está disponível e o meu facebook também.
Parafina no Zibro, ehehe!!! este ano já lá vão uns 4 "bi- Dons", sabendo que 4 litros dá para 15-18 horas...significa que a coisa está "preta" de frio, fora os electricos para os quartos. Este Zibro só veio substituir a lenha para a lareira. Estava farto de andar a acartar lenha para a cave e da cave para a sala. Transportar o recipiente do aquecedor é muito mais pratico e a parafina ocupa menos espaço e faz menos lixo, e tenho chama na mesma e com muita segurança, se lhe tocar com um pé a coisa apaga-se.
Um abraço
António Manuel Silva

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