
Por cá ainda vamos religiosa e semanalmente ao mercado tradicional, à feira, como é usual dizer-se, para adquirirmos os produtos que necessitamos para colocar na terra. Por cá a Ruralidade ainda se escreve com a enxada e ancinho na mão. Nós que somos aprendizes nestas andanças, fomos comprar umas alfacezinhas, cebolinhas, e claro uns "morangoskas", para temperar com um vinho do porto lá para Junho/Julho, que é quando adquirem a sua tonalidade rubra, o sabor agridoce, e aquele cheirinho inconfundível e irresistível. Plantar arvores, plantas, e vê-las a crescer e a produzir tem outro sabor e outro valor. A Ruralidade é um modo de vida...agradavelmente saudável...

A seguir vão as couves, as courgettes e outros legumes, e ainda o feijão, que uma sopinha de feijão verde acabadinho de apanhar e livre de químicos sabe sempre às mil maravilhas....

A preparação da terra requer sempre a ajuda de amigos mais experientes nestas coisas da agricultura e das ruralidades, mas o esforço e o cheiro a suor, é recompensado com a qualidade dos produtos e pelo gozo que dá apanhar do "quintal" directamente para a panela. A qualidade de vida no campo é muito superior ao da cidade, e é por estas e por outras que cada vez mais gosto da Ruralidade...
Viva meu caro amigo António Manuel Silva.
Agora percebo a razão do médico me substituir os comprimidos por um coiso pró olho do ancinho. Sendo a ruralidade um modo de vida agradavelmente saudável... comprei um jogo de molas para me ajudar a endireitar.
Não te esqueças de colocar a cruzinha de louro e oliveira ao cimo da plantação. O tal que foi benzido no Domingo de Ramos.
Caríssimo António Manuel, continua a cultivar este espacito que também é preciso.
Grande abraço,
Belchior Madeira Antunes
Amigo Belchior Madeira Antunes, boa tarde. Por acaso o ancinho e a enxada endireitam as costas...são umas molas do caraças...a mim não me faz lá muito bem porque sou espondilitico, mas também sou teimoso...
Louro, por acaso há bué de loureiros a nascer na barreira do terreno, falta lá o alecrim. Um dia levei para lá uns arbustos de alecrim muito pequeninos e plantei-os. Uns tempos mais tarde ao cortarem as ervas, lá se foram os alecrins...não distinguiram a coisa ruim da coisa bem cheirosa...é da vida...e da vista...
Um abraço
António
Viva amigo António Manuel Silva.
Com as máquinas é mais difícil detectar a diferença de arbustos.
Os nossos antepassados colocavam as árvores nas bordas dos terrenos talvez para terem mais espaço para as culturas de grão. Hoje há mais espaço para que as plantas e árvores nossas amigas possam ter um sítio mais favorável. Não sei porque é que os loureiros sempre apareceram junta das ribeiras. Uma coisa é certa a nossa região é boa para loureiros e cameleiras.
Quem precisa de comprar louro tem de o pagar ao preço de € 60,00 por kg. É certo que um kg de louro é quase um camião, passe o exagero, mas não deixa de ser a 60 € o kg.
Quanto à ajuda de outros só te fica bem pois não há um homem sem outro!
Já agora que estamos na Páscoa aproveita e come uma amêndoa que dizem vale por um bife.
Podes comer borrego com bastante louro. Os daí são melhores do que os do Alentejo. Então temperado com Caruma's Gold... de comer e chorar por mais. Se na mesa estiver um pãozinho que eu cá sei... um dia não são dias. No dia seguinte uma caminhada até ao São Pedro e fica tudo resolvido.
Caríssimo António Manuel, continuarei a exteriorizar a minha admiração pelo teu apego à Aldeia e a forma como dás brilho às coisas que cuidas.
Grande abraço,
Belchior Madeira Antunes
Boa noite amigo Belchior Madeira Antunes.
Borrego é da Beira Serra, amendoas é de Tras-os-Montes. Tenho o privilégio de ter acesso às duas coisas. Pis é, com as máquinas vai tudo pela frente...árvores, arbustos, videirinhas pequenas...é preciso muito cuidado porque num ápice lá se vai uma vida vegetal e dois ou tres anos de trabalho. É daquelas coisas...não há bela sem senão!!!
Eu vou guaradr umas garrafinhas de ´Caruma's Gold para beber com o meu amigo, de preferência fresquinhas no verão. claro!
Abraço e boa noite.
António
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