Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Preocupa-me...

Pomares sem vivalma (1)

Preocupa-me não ver vivalma  ao percorrer as principais ruas da minha terra. O despovoamento é igualmente efeito e causa da degradação das terras, da flora e da fauna. A freguesia de Pomares, outrora a segunda maior do concelho de Arganil, é agora uma das mais pequenas em termos demográficos.

Pomares sem vivalma (2)

Não lhe cabendo a responsabilidade total pelo despovoamento, o poder local tem a sua quota parte de responsabilidade, nomeadamente a junta de freguesia, que apenas se preocupa com os meses de verão, canalizando todas as energias para o negócio do parque de campismo, do bar do parque de merendas, sem se preocupar com o futuro da terra. Durante estes anos em que fui e sou membro da assembleia de freguesia, nunca lhes vi a preocupação por esta problemática, nem nunca foi objecto de debate na assembleia de freguesia, nem nunca vi a preocupação de lançar iniciativas que suscitassem o necessário interesse de agentes económicos e sociais na freguesia. Mesmo há pouco tempo, na discussão do PDM, o executivo da Junta limitou-se à passividade, quando devia ter um papel mais interventivo e activo, quando se sabe que este plano será aquele que teremos pela frente e na prática para os próximos 20 anos.

Pomares sem vivalma (3)

Algumas posturas que visam preservar os interesses pessoais,  (sabemos que o poder é um afrodisíaco), o deixa andar,  a rejeição de outras sensibilidades e de outros conhecimentos, e até de outras competências, desmotiva e acentua a tendência para o despovoamento cada vez mais grave, levando a que a presença humana se reduza a uma população diminuta e envelhecida na maior parte do ano. Como pomarense...preocupa-me...

 

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publicado por rouxinoldepomares às 23:34
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Sábado, 16 de Abril de 2011

Pensamentos áridos...

 

Há dias, andava eu por Lisboa, numa zona nobre, (não tem nada a ver com aquele senhor que agora lhe ofereceram um lugar lá no alto do parlamento) e não pude ignorar a desertificação e a aridez que avança em algumas zonas da nossa bonita Lisboa. Dei por mim a pensar que é um fenómeno de envelhecimento, de não haver renovação, de não haver vontade de agir, de laxismo, e a comparação às nossas aldeias do interior beirão que sentem a desertificação foi inevitável. Portas fechadas, há muito a ferrugem já tomou conta delas, prédios desabitados, entradas emparedadas, janelas semiabertas, espaços povoados por pombos e morcegos que substituíram a vida humana de outrora...

Ai Portugal, Portugal...

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 00:09
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Ruralidades VI

 

Não era este o tema que estaria pré agendado para hoje, mas há dias em que por mais que tentemos as letras teimam em não fazer sentido, em não constituírem frases com jeito. Hoje é um desses dias. É evidente que um escritor ou jornalista, transformaria uma ideia mal alinhavada e mal escrita num "post" que mereceria o aplauso de muitos, com dezenas de comentários. Eu não...fico por aqui, porque só me saem estas pequenas frases:

As acessibilidades

As condições de vida

O envelhecimento

A desertificação humana

O abandono

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 00:57
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Desertificação

 

Ao percorrer e olhar para estas terras, tento mergulhar no quotidiano das gentes que aqui viveram e  os cheiros naturais  trazem-me à memória a dureza da vida de então. Olho também, para a história destas gentes que povoaram estes locais serranos e de que hoje infelizmente restam apenas memórias. Falo dos Pés Escaldados, um local desabitado.

 

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publicado por rouxinoldepomares às 01:00
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