Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Confraternização e Torresmos

 

Para conviver com os amigos há muitos pretextos, mas o casal  São e Nuno Carvalho decidiram no sábado, convidar para a matança do porco familiares e amigos. A ementa  foi arroz de cabidela ao almoço, ao jantar como não podia deixar de ser foram os torresmos do bácoro caseiro, que sempre tem um sabor ímpar, acompanhados pela respectiva batata cozida e arroz de miúdos, ou fressura.

 

 

Um aspecto dos convivas e da amesendação...

  

 

A São, uma jovem mãe de família e uma  dona de casa que sabe receber. Ao lado a avó do Nuno, conhecida pela família como a Avó Conda!

 

 

O elemento mais novo da família, o Simão, ao colo da D. Natália Novais, um nome bem conhecido da Rádio de Arganil.

 

 

Comeu-se e conversou-se...

 

 

O dono da casa Nuno Carvalho, ao lado o amigo José Conde, figura super conhecida da Radio de Arganil, e o Dr. Miguel Ventura.

 

 

Da família do Nuno Carvalho um belo rosto que evidencia a experiência da idade, a avó Gracinda.

 

 

E como não podia deixar de ser, para se comer, alguém teve que trabalhar, como se costuma dizer alguém esteve na retaguarda, e essa nobre tarefa coube, para além da dona da casa, a estas duas jovens senhoras, tia e sobrinha, a São (tia) e a Carina.

 

 

Não podia faltar o homem  que cortou os torresmos, figura conhecida da nossa praça, o Ti Augusto, que também botou discurso!

 

 

Falou-se em comer, mas faltou aqui referir que é comum nas nossas terras, nos meses frios, matar-se o porco, e foi desta peça que se mostra na foto que se fizeram os torresmos.  

 

 

E ainda faltam estes que estão no fumeiro...

 

Obrigado Nuno e São, pelo nobre gesto de amizade e de partilha.

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 23:48
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Domingo, 7 de Março de 2010

A Tradição da Matança do Porco

 

É uma tradição enraizada na nossa população, mas tal como muitas outras tradições tem vindo a decrescer de dia para dia. 

A matança do porco é uma azáfama que envolve sempre amigos e familiares para ajudar. Sendo uma tradição, não deixa de ser um acto violento, e é por isso mesmo, com respeito aos animais e aos visitantes deste blog que não publico algumas fotos que poderão ferir algumas  sensibilidades.

Mas a vida é assim mesmo e o nascimento e a morte são actos violentos.

Adiante...

O produto final, ou seja a carne obtida do animal é abissalmente diferente em textura e sabor daquela carne de produção industrial que compramos nos talhos. Estes animais criados com produtos naturais fazem toda a diferença.

 

 

Chamuscar o porco, que consiste na retirada da pilosidade cerdosa e da primeira camada da derme, das unhas, do focinho e das orelhas.

 

 

Chambaril colocado nas patas traseiras para pendurar o animal a escorrer, da lavagem e do resto do sangue e para a preparação da desmancha.

 

 

O inicio da desmancha que obedece a cortes precisos para aproveitamento de todo o animal.

 

 

A "suã", a parte que envolve a barriga e o peito do porco, já sem pele que será a carne utilizada para uns torresmos de excelência.

 

 

 A análise das víceras que atestam a boa saúde do animal.

 

 

A carne de porco está quente e só no dia seguinte se fazem os torresmos, mas para o dia uma chanfana cozinhada em forno de lenha é a ementa para os familiares e amigos.

 

 

Olhem só para este aspecto...

 

 

Familiares e amigos.

 

 

Um aspecto da mesa, onde não faltou a tijelada, o arroz doce, pudim, mousse de choicolate etc.

 

 

Entretanto, no próprio dia é preciso fazer as chouriças de sangue...este aspecto é assim, até levarem com água quente para não se estragarem adquirindo uma cor escura. Depois são postas no fumeiro a secar.

 

 

No dia seguinte, corta-se a carne para preparar as chouriças de carne...e almoçam-se os torresmos e o arroz de fressura....

 

 

Os torresmos....

Devo confessar que foi uma bela dieta...

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 23:57
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Memórias IX

 

Jà lá vão os anos em que em cada casa de família das nossas aldeias tinha o seu porco e esperavam pela chegada dos grandes frios, a época da matança do porco.

Esta é uma cena que Bruxelas baniu definitivamente (ou quase) dos nossos campos e aldeias em nome de uma concepção fundamentalista de saúde pública e de uma Europa globalizada, normalizada, tecnocrática, assassinando desta forma a etnodiversidade.

O porco era uma máquina ecológica quase perfeita - transformava os vegetais em carne, alimentando-se do supérfluo, dos acréscimos da família e produzia o estrume necessário aos campos, e depois de morto servia de talho para o ano inteiro.

Cenas como a da fotografia pertencem ao passado, às nossas memórias...

 

Na foto e da esquerda para a direita: José Bento; António Pires (sapateiro), segurando nas patas do porco; António Rosa; João Cosme, todos já falecidos e com um cântaro à cabeça, pensa-se ser a Natividade das Corgas que imigrou para a Argentina.

 

 

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publicado por rouxinoldepomares às 00:30
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