Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

Vila Flôr - Terra Quente Transmontana

 

Falemos de Vila Flôr, um pouco superficialmente até, porque confesso que é de passagem e de permanência de algumas horas que conheço esta Vila transmontana. Prometo que um dia destes percorro com a minha objectiva Vila Flôr, com tempo! Sei, como todos sabem, que esta é terra de azeite, da ovelha churra e do queijo terrincho. E obviamente que também tem bons vinhos. Há uns anos bebi um moscatel de Vila Flôr e fiquei agradavelmente satisfeito, porque em nada ficava a dever aos mais famosos, antes pelo contrário...mas quem sou eu...que apenas sou um mero consumidor ocasional...

Mas...e há sempre um mas...esta estátua de El Rei D. Dinis, e eu ali ao pé dele, dessa gigantesca estátua que é ainda pequena para descrever tão grande monarca, que o nosso reino teve aos seus destinos. Olhem bem para mim, tão pequeno ao pé de D. Dinis, um dos monarcas que mais admiro e quiçá um dos maiores reis que a nossa História conheceu, (contudo, na vida real eu teria mais dez centimentros que o grande monarca).  Foi El Rei D. Dinis provavelmente o primeiro monarca letrado, foi El Rei D. Dinis que com o tratado de Alcanises traçou as fronteiras actuais do nosso país, e foi ele que instituiu as bases para uma verdadeira Marinha Portuguesa ao serviço da Coroa, que nos viria a tornar anos mais tarde, na grande potencia marítima e económica do seculo XIV. A paz de cerca de 40 anos foi crucial para o crescimento e prosperidade do nosso país, por que foi também El Rei D. Dinis que ao preocupar-se com a administração do reino fundou as bases actuais do país Portugal.  Durante o seu reinado, Lisboa, que adoptou como capital do reino, foi um dois centros culturais europeus. Aqui ficam portanto umas simples palavras dedicadas a El Rei D. Dinis, um dos grandes deste berço Lusitano...

 

 

E se eu merecia uma foto ao pé do grande El Rei D. Dinis, a minha mulher, companheira destas andanças e transmontana, não podia deixar de ficar no "boneco"...

 

 

Uma das artérias principais...

 

 

Jardins e Praças bem cuidadas, comum a todos os municípios transmontanos que tenho visitado.

 

 

Mesmo no centro uma capela, imperdoável mas não sei a quem é dedicada...para a próxima vou ter isso em atenção...

 

 

Restaurante Tony Campos...entrei...atendimento simpático e conversa afável como é jeito em Trás-os-Montes. Curioso, que na parede há imensas fotografias de gente importante e colunável, que já por ali passou em amesendação...
Eu voltarei de certeza...

 

 

E porque não há bela sem senão...deixo aqui um recadinho ao responsável pelo Município...

Ora espere lá que eu estou a levantar-me para lhe mostrar...

 

 

Ó Sr. Presidente...mande lá "botar" a placa de sentido proibido noutro ângulo, mesmo que seja pintada no chão do asfalto, porque se El-Rei D. Dinis fosse vivo mandava-lhe uma espadeirada, tenho a certeza...que raio de coisa esta...

E já agora um abraço para o autarca que não conheço mas que tem a sua terra digna de se ver...

 

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 23:54
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Andei por Aqui! Trás-os-Montes e Beira Interior

 

Termino por hoje esta minha ronda por Trás-os-Montes e Beira Interior Norte, até que lá volte! Trás-os-Montes é a minha segunda terra! Não encontro uma razão lógica para o fascínio que me desperta o Interior de Portugal, nomeadamente o Norte e as Beiras, até porque vivi a maior parte da minha vida junto ao litoral. Quando visito uma vila, aldeia ou cidade com história e ao percorrer as suas ruas, sinto-me transportado para vidas de outrora.

As duas primeiras fotografias são da Vila de Murça, onde tropeçamos com os vestígios de outros tempos, a começar pelo seu ex-libris, a famosa Porca de Murça, desde a pré-história à idade média, até á passagem pelos Romanos, que se instalaram na Aqua Flaviae, hoje Chaves.

Murça tem vindo a renovar-se e hoje é uma vila bem cuidada, contudo, como sede de concelho contrasta com a realidade e o abandono a que as suas povoações limítrofes estão votadas. É a desertificação do interior, é o drama da emigração...É preciso fazer mais!

 

 

A Porca de Murça, estátua zoomórfica, provavelmente de culto, é a imagem da Vila e do Concelho que ocupa o centro da Praça 31 de Janeiro, a Praça principal.

 

 

Fiolhoso. Fontanário (sem água)

 

 

Fiolhoso. A desertificação...

 

 

Fiolhoso. A desertificação e a desolação de ver muitos edifícios de imponente granito que mereciam ser recuperados...

 

 

Fiolhoso. Ruínas...

 

 

Fontes de antanho, "de chafurdo", que deveriam ser recuperadas longe do cimento...

 

  

 

Outro Fontanário (sem água)

 

 

Ainda outro fontanário ( sem água)

 

 

Fiolhoso. Como em tantos outros lugares, na Escola já não se ouvem os risos dos meninos e meninas, porque já não há crianças, fruto de um modelo de desenvolvimento que desertifica o interior do nosso país, e o fecho das escolas agravará a situação potenciando que os pais acompanhem os filhos para longe. É uma triste realidade.

 

 

 

Uma das cidades que mais cresceu e se renovou no interior transmontano foi Mirandela. Uma magnífica cidade.

 

 

Mirandela e o rio Tua.

 

 

Longe dos circuitos turísticos está Vila Flôr que mantém os encantos da terra quente transmontana. Terra de famoso azeite, do queijo terrincho, produto da não menos famosa ovelha churra e de uma das mais importantes romarias de Trás-os-Montes, a Nossa Senhora da Assunção, que todos os anos em Agosto recebe milhares de peregrinos.

Já há alguns anos que não vou a esta romaria porque coincide com as festas das nossas aldeias da freguesia de Pomares!

 

  

 

Vila Nova de Foz Côa,  mais conhecida graças às pinturas rupestres!

 

 

Estou já a pisar solo da Beira Interior Norte e desloco-me a poucos quilómetros da linha de fronteira, e sempre que passo por aqui não deixo de dar um saltinho a Marialva. É como se fosse tele-transportado até à idade média. O cheiro da calçada ainda é dos primórdios da nossa nacionalidade...

 

 

 

A natureza em estado puro, entre montes de granito e vegetação espontânea, resplandecem testemunhos de importância histórica destas terras da Idade Média. Estamos em Marialva.

 

 

Marialva

 

 

Marialva

 

 

Sobejamente conhecida é Trancoso, terra do sapateiro Bandarra, cujas profecias perduram até hoje. Terra que D. Dinis, quiçá um dos melhores reis de Portugal, escolheu para se casar com Isabel de Aragão, mais tarde a Rainha Santa Isabel. Terra das famosas sardinhas doces. Um doce regional. Na fotografia as Portas D'El Rei.

 

 

A casa dos arcos, um edifício de seiscentos.

 

 

Fachada do edifício Municipal, tendo à sua frente uma estátua do famoso adivinho Bandarra.

 

 

Trancoso conserva ainda as sólidas muralhas do tempo de D. Dinis e tem um dos centros históricos mais belos do nosso País. Na foto eu mesmo, na porta mais pequena de acesso ao interior das muralhas, a Porta do Boeirinho.

 

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por rouxinoldepomares às 23:57
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